Confira 20 curiosidades assustadoras sobre 'O Exorcista'

13.11.10

 

 

Em Dezembro o longa O Exorcista completa 37 anos desde o seu lançamento. Considerado por muitos o filme mais assustador de todos os tempos, muitas lendas urbanas e alguns factos bizarros rodearam a produção. Recentemente, o site americanoMovie Fone publicou uma lista com os 20 mais curiosos.

 


1. Uma história real?
- O filme foi inspirado num livro de mesmo nome de William Peter Blatty, que também assumiu o guião.

O que pouca gente sabe é que Blatty se inspirou nos noticiários de 1949, quando jornais de Georgetown noticiaram o "terrível exorcismo" de Robbie Manheim, garoto de 14 anos cujo corpo teria sido invadido depois de ter brincado com uma tábua de Ouija para tentar comunicar com um tio falecido.



2. Aterrorizando plateias antes de estrear
- A estreia aconteceu só em dezembro de 1973, mas a Warner Bros. foi obrigada a retirar o trailer original dos cinemas por ele ser considerado "assustador demais" para plateias médias.

O vídeo mostrava trechos do filmes com inserções artísticas animadas do próprio demónio Pazuzu. Depois de muito tempo, o estúdio colocou o vídeo no You Tube para os curiosos (e corajosos) .



3. O poder da fé
- Joseph Dyer, amigo do padre Karras no filme, é interpretado pelo padre William O´Malley, que até hoje leciona na Universidade de Fordham, onde parte do filme foi rodada. Ele ainda mostra cenas do longa em suas aulas admitindo que "80% dessa história é real".



4. Dedicação bizarra
- A atriz Mercedes McCambridge foi quem deu voz demoníaca a Linda Blair. Para conseguir a proeza de ter a voz parecida com a de um "filhote do demo", ela fumava cerca de seis maços de cigarro por dia e engolia ovos crus.



5. Linguagem obscena
- Max Von Sydow, ator que interpretou o padre Merrin no filme, ficou tão impressionado com as "obscenidades" da menina possuída no set que esquecia constantemente as suas falas.



6. Set amaldiçoado?
- O set onde foi rodado a maior parte das cenas do longa pegou fogo no meio das filmagens.

O único lugar que ficou intacto foi o quarto da menina possuída, Regan. Além disso, a casa onde filmavam as cenas exteriores, bem próxima das famosas escadas de Georgetown, demorou mais de 30 anos para ser alugada, dado ao medo dos inquilinos. Hoje, pertence à Warner e é ponto turístico.



7. Audiências em choque
- Por conta da repercussão do filme, vários espectadores nos Estados Unidos recebiam sacos de vómito antes de entrar nos cinemas.



8. Sofrimento literal
- Durante uma exibição em 1974, um homem desmaiou e acabou por partir as costelas. Posteriormente, ele processou a Warner Bros., mas fechou acordo fora do tribunal.



9. Fita do Mal
- O pastor evangélico Billy Graham pregava, até pouco tempo, que todas as fitas VHS com o filme estavam possuídas pelo demónio.

Quem a comprasse corria sérios riscos de ser possuído. Mesmo assim, as vendas bateram recordes.



10. Controvérsia no lançamento
- A atriz Mercedes McCambridge (a mesma senhora que fumou enlouquecidamente e comeu ovos crus) não gostou de não ter sido creditada e contou que tinha dobrado Linda Blair nas filmagens.

Esse é um dos motivos pelos quais os críticos afirmam que a atriz mirim não levou o Oscar de atuação daquele ano.



11. Espectadores fora de controle
- Após o lançamento do longa, a atriz Linda Blair foi ameaçada de morte por fanáticos religiosos, que afirmavam que ela "glorificava o Demónio" com o papel da menina possuída. Por conta disso, ela passou seis meses rodeada por seguranças contratados pelo estúdio.



12. Um escândalo internacional
- O filme foi banido na maior parte do Reino Unido, incluindo alguns cinemas de Londres.

Por conta disso, o estúdio disponibilizou o "The Exorcist Bus", que levava aespectadores para as cidades da Europa que o exibiam por um preço "especial".



13. Acreditando na maldição
- As cenas no quarto do padre Karras foram rodadas na residência de um famoso frade americano. Por conta de alguns acidentes - entre eles a morte de alguns nomes envolvidos na produção - o guionista William Petter Blatty chamou um padre para abençoar o set principal, em Washington.



14. Extremos
- O director William Fridkin não poupou esforços para assustar seus actores, chegando a dar tiros para o ar sem avisar ninguém, no meio das filmagens.

Ele ainda encomendou um refrigerador gigante para "esfriar" o set. Linda Blair, no entanto, só usava sua camisola nas cenas e acabou por apanhar uma pneumonia.



15. Injúrias
- Ellen Burstyn e Linda Blair saíram das filmagens contando alguns hematomas. Ellen, aliás, ganhou uma lesão na espinha que deixou marcas até hoje, depois de rodar a cena em que é agredida pela própria filha possuída.



16. Coincidência bizarra
- A pós-produção do filme foi feita num estúdio na Fifth Avenue, em Nova York. O número da casa? 666.



17. Efeitos estranhos
- Para reproduzir os terríveis gemidos de Regan, William Friedkin gravou os ruídos estridentes de porcos sendo levados para o abate em uma fazenda próxima ao set.



18. Epílogo Macabro
- Na época do lançamento, várias lendas urbanas garantiam que todos os que participaram na produção estariam amaldiçoados para a eternidade.

Foram nove mortes no total. O ator Jack MacGowran, que interpretou Burke, e a atriz Vasiliki Maliaros, que viveu a mãe do Padre Karras, nem chegaram a ver o filme nos cinemas.



19. Aclamado pela crítica
- 'O Exorcista' foi o primeiro filme de terror da história a ser indicado para um Óscar.

Foram dez nomeações, incluindo melhor actriz secundária para Linda Blair, e duas estatuetas: melhor argumento adaptado e melhores efeitos sonoros.



20. E tudo por causa do dinheiro
- Controverso ou não, até ao lançamento de Tubarão, dois anos depois, O Exorcista foi o filme mais lucrativo da história.


 

 

publicado por sá morais às 11:10

Re-Cycle

08.10.08

 

 

 

De Oxide Pang Chun e Danny Pang (Coreia do Sul | Japão, 2006)

Interpretes: Lee Sin Je, Ekin Cheng, Rain Li, Zeng Qiqi, Lau Siu-Ming
Duração: 108 minutos
Classificação: M/16
Legendado em Português



O primeiro romance da jovem escritora Chu Xun torna-se um best-seller no sudeste asiático e o seu agente anuncia o próximo livro da autora numa noite de autógrafos. A obra, intitulada "Re-Cycle", irá abordar forças sobrenaturais. Após iniciar o livro, Chu Xun pára e deita ao lixo alguns rascunhos da sua obra. Mais tarde, começa a ter visões, como a de uma mulher que aparece repetidas vezes em determinados lugares. Os fenómenos não têm explicação e a escritora passa a achar que o que escreve acontece no mundo real tendo dificuldade em distinguir o que é real do que é apenas imaginário... Então, uma noite, Chu Xun resolve seguir a tal mulher até o outro mundo - um mundo no qual ela viverá o mais real e puro horror!

 

"I just had one of the biggest mindf*cks ever! But it was so good! I just watched a movie called “Re-Cycle” (Asiamania, always great martial-arts and horror movies). It’s a bout a woman who just started writing a new book. But she’s having trouble to get the right inspiration and isn’t happy with anything she writes. This seems like a normal situation (every creative person knows how hard it is if you can’t get out what’s in your mind). But at this point, the movie is gonna make a twist. She starts to see vague figures in her house, gets weird telephone calls and she is starting to trip out. This goes so far that she enters another world. A world where she doesn’t belong but she also created it. Imagion everything you ever forgotten, banished, or just threw away, and get confronted with it in a sick twisted world. I won’t tell any more about it cause I know some really wanna see this movie first.

I’m not a good reviewer or something, but so you know what to expect: Lots of scary kids and creeps, Lots of visual effects (some good some poor), A world you could picture in video games, and I think one of the best story concepts ever!"

 

by Random Post

 

Espelhos - Mirrors

07.10.08

 

 

ano: 2007
› estreia nacional: 25 de Setembro de 2008 (#5 na 1ª semana)
› estreia mundial: 15 de Agosto de 2008

país: EUA
género: Terror
distribuidora: Castello Lopes

realização
Alexandre Aja

intérpretes
Kiefer Sutherland, Paula Patton, Cameron Boyce, Amy Smart

 



sinopse
Ben Carson (Kiefer Sutherland) já viu melhores dias. Já faz quase um ano que este ex-polícia instável foi suspenso por ter disparado fatalmente sobre outro polícia. Um acidente que não só lhe custou o trabalho, como contribuiu para o alcoolismo, causando o afastamento da sua esposa e filhos e levando-o a mudar-se para casa da sua irmã. Desesperado por voltar a endireitar a sua vida e unir novamente a sua família, Carson aceita um trabalho como segurança nocturno nas ruínas de um armazém destruído por um incêndio gigantesco que ceifou inúmeras vidas inocentes. Enquanto Carson patrulha os escombros queimados e misteriosos do armazém, ele começa a aperceber-se de algo sinistro acerca dos espelhos que adornam as paredes do espaço. Reflectidas na superfície brilhante estão imagens horríveis que o paralisam. Para além de reflectirem imagens chocantes do passado, os espelhos parecem estar a manipular também a realidade. Quando Carson vê o seu próprio reflexo a ser torturado, ele sofre os efeitos psicológicos das suas visões fragmentadas...


 

 

As grandes mentes do fantástico: Lovecraft

01.09.08


 

Howard Philips Lovecraft foi o único filho de Winfield Scott Lovecraft, negociante de jóias e metais preciosos, e Sarah Susan Phillips, que provinha de uma importante família americana. Lovecraft tinha três anos quando o seu pai sofreu uma aguda crise nervosa que deixou sequelas profundas, obrigando-o a passar o resto de sua vida em clínicas de repouso. Consequentemente Lovecraft foi educado pela sua mãe , Sarah, por duas tias e também pelo seu avô, Whipple van Buren Phillips, que muito o influenciou. Lovecraft era um jovem prodígio que recitava poesia aos dois anos e já escrevia os seus próprios poemas com apenas seis anos de idade. Foi o seu avô que encorajou os seus hábitos de leitura, apresentando-lhe versões infantis da Ilíada e da Odisseia, de Homero, e introduzindo-o à literatura de terror gótico.
Lovecraft passou uma infância assolada pela doença. Na biografia do autor, o seu biógrafo, L. Sprague de Camp, afirmou que o jovem Howard sofria de poiquilotermia, uma raríssima doença que fazia com que a sua pele se apresentasse sempre gelada ao toque. Devido aos seus problemas de saúde, ele frequentou a escola apenas esporadicamente, contudo lia bastante.
A morte de seu avô, em 1904, revelou-se um acontecimento fatídico que levou a família a um grave estado de pobreza, em decorrência da incapacidade das filhas de gerir os bens que este lhes havia deixado em herança. Foram assim obrigados a mudar de habitação e a deixar o estilo de vida mais cómodo a que se tinham habituado. Uma das consequências foi o súbito agravo da saúde do já muito frágil Lovecraft. Em 1908, um colapso nervoso levou a que o jovem Lovecraft ficasse impedido de receber o seu diploma no ensino médio o que, consequentemente, complicou a sua entrada na universidade. Esse fracasso pessoal marcaria Lovecraft para o resto dos seus dias.
Durante a sua juventud dedicou-se a escrever poesia, mergulhando na ficção de terror apenas a partir de 1917. Em 1923, publicou o seu primeiro trabalho profissional, Dagon, na revista Weird Tales. Lovecraft junto de C.M. Eddy , tornou-se um ghostwriter no magazine Weird Tales, para artigos do famoso mágico Harry Houdini.
Após a morte de sua mãe, que nunca chegou a ver o filho publicar um trabalho, Lovecraft trabalhou como jornalista por um curto período de tempo, durante o qual conheceu Sonia Greene com quem viria a casar. Ela era natural da Ucrânia, oito anos mais velha que ele. O casal mudou-se para o bairro de Brooklyn, na cidade de Nova Iorque, cidade que Lovecraft nunca gostou. O casamento durou poucos anos e, após o divórcio amigável, Lovecraft regressou a Providence, onde habitaria até morrer.
O período imediatamente após o divórcio foi o mais prolífico de Lovecraft. Foram várias as vezes em que ele se correspondia com vários escritores estreantes de horror, ficção e aventura. Entre eles, o seu mais ávido correspondente era Robert E. Howard, criador de Conan o Bárbaro. Algumas das suas mais extensas obras, Nas Montanhas da Loucura e O Caso de Charles Dexter Ward, foram escritas nessa época.
Os últimos anos da sua vida foram bastante difíceis. Em 1932, a sua amada tia Lillian Clark, com quem ele vivia, faleceu. Lovecraft mudou-se para uma pequena casa alugada com outra tia e companhia remanescente, Annie Gamwell. A casa era situada atrás da biblioteca John Hay. Para sobreviver, considerando-se que seus próprios textos aumentavam em complexidade e número de palavras (dificultando as vendas), Lovecraft apoiava-se como podia em revisões e "ghost-writing" de textos assinados por outros, inclusive poemas e obras não fictícias. Em 1936, a notícia do suicídio de seu amigo Robert E. Howard deixou-o profundamente entristecido e abalado. Nesse ano, a doença que o mataria (cancro no intestino) já avançara o suficiente para que pouco se pudesse fazer contra ela. Lovecraft suportou dores horríveis até que em 10 de Março de 1937 se viu obrigado a ser internado no Hospital Memorial Jane Brown. Ali morreria cinco dias depois. Contava então 46 anos de idade.
Howard Phillips Lovecraft foi enterrado no dia 18 de Março de 1937, no cemitério de Swan Point, em Providence, no jazigo da família Phillips. O seu túmulo é o mais visitado do local, mas passaram-se décadas sem que o mesmo fosse demarcado de forma exclusiva. No centenário do seu nascimento, milhares de fãs norte-americanos se organizaram para inaugurar uma lápide definitiva, que exibe a frase "Eu sou Providence", extraída de uma das suas cartas.
H. P. Lovecraft e as criaturas de Cthulhu, por ele criadas
Pensa-se que a maior parte dos trabalhos de Lovecraft foram directamente inspirados pelos seus constantes pesadelos, o que contribuiu para a criação de uma obra marcada pelo subconsciente e pelo simbolismo. As suas maiores influências foram Edgar Allan Poe, por quem Lovecraft nutria profunda admiração, e Lord Dunsany, cujas narrativas de fantasia inspiraram as suas histórias em “terras de sonho”. As constantes referências, nos seus textos, a horrores antigos e a monstros e divindades ancestrais acabaram por gerar como que uma mitologia que hoje se conhece por Cthulhu Mythos, contendo vários panteões de seres extraordinários, tão poderosos que eram ou podiam ser considerados deuses, e que reinaram sobre a Terra milhões de anos antes do aparecimento dos humanos. Entre outras coisas, alguns dos seres teriam sido os responsáveis pela criação da raça humana e teriam uma intervenção directa em toda a história do universo.
A expressão Cthulhu Mythos foi criada, após a morte de Lovecraft, pelo escritor August Derleth, um dos muitos escritores que basearam as suas histórias nos trabalhos deste. Lovecraft criou também um dos mais famosos e explorados artefactos das histórias de terror, o Necronomicon, um livro de invocação de demónios escrito por Abdul Alhazred, sendo até hoje popular o mito da existência real deste livro, fomentado especialmente pela publicação de vários Necronomicons falsos e por um texto, da autoria do próprio Lovecraft, explicando a sua origem e percurso histórico.
Lovecraft foi um dos mais geniais mestres do terror, a sua obra é intensa e imprescindível para um admirador do género. Muitos têm tentado viver à altura do legado do mestre, esperamos assim que das cinzas surja de novo um escritor tão mágico quanto ele!
Postado por Igdrasil in Correio do Fantástico
publicado por sá morais às 13:25

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