Godspeed Voyager!

13.09.13

 

 

A quase 19 mil milhões de quilómetros do Sol, a Voyager 1 era há muito o objecto construído por humanos que mais longe tinha chegado. Agora, tornou-se oficialmente no primeiro a ultrapassar os limites do sistema solar. A sonda espacial norte-americana, que continua a enviar dados para a Terra, entrou no espaço interestelar.

 

A Voyager 1 foi lançada a 5 de Setembro de 1977 de Cabo Canaveral, Florida. Uns dias antes, a 20 de Agosto, tinha sido a Voyager 2. A missão era observar o sistema solar exterior. A primeira deveria sobrevoar Júpiter e Saturno (o que fez em 1979 e em 1980). A segunda, além do grande gigante gasoso do sistema solar e do planeta dos anéis, teria de sobrevoar Úrano (1986) e Neptuno (1989). E seguir viagem.

Estão há mais de 36 anos no espaço e a expectativa era que a Voyager 1 ultrapassasse os limites do sistema solar em 2015. Nesta quinta-feira, numartigo publicado na revista Science, a equipa de cientistas da NASA que acompanha a missão revelou que a sonda atravessou a heliopausa e chegou ao “abismo do espaço interestelar” a 25 de Agosto de 2012.

“Não sei se isto está no mesmo campeonato que aterrar na Lua, mas está bem lá em cima – material Star Trek, de certeza”, ilustra Donald A. Gurnett, um dos autores do artigo, citado pelo The New York Times. “Quer dizer, considere a distância [19 mil milhões de quilómetros do Sol]. É difícil até para os cientistas compreenderem”, sublinha o professor de Física da Universidade do Iowa.

Aos 77 anos, Edward C. Stone é, para a NASA, o maior especialista em missões Voyager. O cientista trabalha neste projecto desde 1972 e está a viver o momento com entusiasmo. Mais do que isso, já anseia pela porta aberta para novas descobertas. “Isto é histórico, um pouco como a primeira exploração da Terra”, afirma, citado pelo mesmo diário norte-americano.

 



O último ano foi de intenso debate. Os cientistas da NASA tiveram de avaliar os dados enviados pela Voyager 1 com “muito, muito cuidado” – diz Stone – até os líderes da missão chegarem a um consenso sobre se a sonda teria atingido o espaço interestelar. Acabaram por concordar que de facto tinha acontecido, mais cedo do que o esperado.

As derradeiras provas chegaram entre Abril e Maio, quando se receberam na Terra as gravações sonoras das vibrações captadas pela antena de ondas plasma da sonda. Calculada a densidade do plasma à volta da nave, acabaram-se as incertezas. “Era exactamente o que esperávamos de plasma interestelar”, diz Gurnett. Depois, compararam os dados com os do Verão de 2012.

Rock n’ roll para extraterrestres
Os recursos de que a Voyager 1 dispõe para recolher informação são obsoletos e a própria NASA tem dificuldade em encontrar quem, a partir da Terra, consiga tirar o melhor partido possível do material disponível. A bordo existe um gravador de oito pistas e computadores com tão pouca memória que um nativo digital não saberia como dar-lhe uso.

Mas a sonda também leva alguns objectos intemporais. É o caso da Quinta Sinfonia de Beethoven ou de Johnny B. Goode, de Chuck Berry. Ou os sons de trovões, vulcões e terramotos, de hienas e elefantes, do vento, da chuva, do riso.

Para esta missão, a NASA decidiu ser mais ambiciosa nas mensagens que enviava para o Espaço, na eventualidade de as sondas se cruzarem no futuro com vida inteligente extraterrestre. Até ali, as naves levavam uma placa com o local e o ano de origem. Em 1977, as Voyager levavam uma parafernália deimagens, sons, música e mensagens em 55 línguas – incluindo do Presidente norte-americano Jimmy Carter e do então secretário-geral da ONU, o austríaco Kurt Waldheim. A selecção foi feita por um comité encabeçado por Carl Sagan.

Se alguma vez os discos analógicos (que estão munidos de instruções, por símbolos) chegarem a ser tocados, a 16-2/3 rotações por minuto, nunca o saberemos. Pelo menos pelos nossos próprios meios. Isto porque a Voyager 1 deve perder a capacidade para enviar informação para o Jet Propulsion Laboratory por volta de 2025 e a sonda só deve cruzar-se com um planeta dentro de 40 mil anos. Mais ou menos. Aliás, a sonda ainda consegue enviar dados – que demoram 17 horas a chegar à Terra, devido à distância – por estar a poupar energia desde 1990.

Nesse ano, tirou a sua última fotografia: um retrato de família do sistema solar. Foi o fim de uma carreira que deu aos seres humanos imagens nunca vistas de Júpiter e de Saturno. Há dias, o University College de Londresdisponibilizou em alta resolução um mosaico de fotografias das luas de Júpiter. Outras imagens captadas pela Voyager 1 podem ser vistas no site que a NASA dedica à missão.

 



Uma década antes de se acabarem as fotografias, em 1980, já o instrumento de medição da energia nas partículas de plasma tinha deixado de funcionar. Resta o sensor que permitiu concluir o histórico acontecimento que os cientistas agora festejam. Quando uma erupção solar voltar a agitar a antena, a Voyager 1 voltará a enviar uma mensagem para a Terra, através do seu transmissor de 23 watts.

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publicado por sá morais às 11:08

Nasa apresenta cápsula espacial que pode levar o Homem a Marte

05.07.12

 

A Orion, cápsula espacial da Nasa, chegou ao Centro Espacial John F. Kennedy, na Florida, informou a Nasa nesta segunda-feira. A nave está sendo desenvolvida para levar astronautas para asteróides, para a lua e, eventualmente, para Marte, substituindo os shuttles. A cápsula, construída pela Lockheed-Martin, tem lançamento previsto para 2014, a bordo de um foguete Delta 4 não tripulado - apesar de a nave ter sido projectada para levar uma tripulação de até quatro integrantes. "Não é um gráfico do Powerpoint, é uma nave espacial de verdade", brincou Bob Cabana durante a cerimónia para marcar a chegada da nave ao Centro. O lançamento de 2014 vai testar a blindagem de calor, os pára-quedas e outros sistemas da nave. Espera-se chegar a aproximadamente 5,5 mil km acima da Terra - para se ter uma ideia, a Estação Espacial Internacional (ISS) orbita a cerca de 380 km do planeta. Em seguida, a Orion deverá voltar com 84% da força que uma nave espacial voltando da lua teria. Humanos não voam a tantos milhares de quilómetros acima da Terra desde 1972, quando a Missão Apollo para a Lua chegou ao fim. Um segundo teste será realizado em 2017 usando o sistema de lançamento espacial da Nasa, que pretende colocar a cápsula em torno da lua, novamente sem tripulação. O terceiro teste, previsto para 2021, deverá incluir astronautas. Em 2025, a Nasa quer enviar astronautas para explorar um asteróide próximo a Terra, e em 2030 o objectivo será ir a Marte. Com a aposentadoria dos shuttles, a Nasa depende da Rússia para enviar tripulações à ISS. Para quebrar o monopólio do País, a agência espacial fez parceria com quatro companhias interessadas em desenvolver naves espaciais para transportar astronautas do governo, bem como pesquisadores privados e turistas à estação e a outras órbitas próximas a Terra. O administrador da Nasa Charlie Bolden afirmou hoje que novas parcerias devem ser anunciadas neste mês.

 

 

Terra informações da Reuters

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publicado por sá morais às 12:12

Super High Quality Solar SDO Image

10.03.12

NASA’s Solar Dynamics Observatory took the picture just a few hours ago using the highest-resolution cameras ever flown on a mission to study the sun. Plasma trapped inside the filament is dense and cool relative to the seething inferno below. If the filament collapses, as filaments often do, the plasma could hit the surface and explode, producing a Hyder flare or a coronal mass ejection (CME). Readers with solar telescopes are encouraged to monitor developments.

 

Source – Spaceweather.com

Indícios de vida no passado de Marte

29.09.11
A pedra foi baptizada de Tisdale 2 e tem cerca de 30 cm de altura

 

O início da exploração no novo sítio de Marte, onde está o robô Opportunity, parece promissor, considerando-se a composição do solo e as rochas observadas, mais compatíveis com a existência de vida num passado remoto, afirmaram os cientistas da Nasa.

O Opportunity, que está em Marte há mais de 7 anos, chegou há três semanas à beira de uma cratera de 22 km baptizada Endeavour. 

A primeira rocha que examinou é lisa, e aparentemente foi escavada por um impacto que deixou uma cratera do tamanho de um campo de ténis.

As observações e medidas realizadas pelos robôs americanos enviados a Marte permitem pensar que as rochas na beira dessa cratera são de um período da história de Marte talvez mais favorável à existência de vida microbiana, segundo os cientistas.

 

in Arquivos do Insólito

publicado por sá morais às 22:03

Hacker invade NASA e alega ter encontrado arquivos secretos

10.03.07

 

 

Um hacker britânico, Gary Mckinnon (SOLO), violou os computadores da NASA e afirma ter encontrado provas sobre os UFOS e existência alienígena. A notícia foi publicada no jornal Stampa de Torino em 8 maio de 2006

"Possuem a chave da energia inexorável e muitas fotos de astronaves", declarou Mckinnon, que pode pegar 60 anos de prisão. Acusado pelos EUA de ter causado danos de 700 mil dólares, e de ter passado dois anos procurando provas da existência UFO e tecnologia alienígena. E de ter encontrado as tais provas, alegou o jornal.

"Nos arquivos existem muitas fotografias de astronaves alienígenas. Outras foram excluídas para esconder a verdade", contou Mckinnon que hoje, na véspera de sua audiência, volta a falar com o programa "CLICK" da BBC para explicar como fez e o que encontrou nos computadores da NASA.

Fonte
http://painelovni.zip.net

publicado por sá morais às 15:25

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