Halley-O Cometa da República, da autoria de Joaquim Fernandes

11.05.10

 

 

Não é mais um livro; é o livro que esperou um século para ser escrito.

Investigação singular para um acontecimento singular, reveladora da nossa vulnerabilidade

face ao espaço cósmico, esta obra mostra às presentes gerações de que modo os nossos medos

ancestrais determinam os nossos comportamentos extremos quando está em causa a sobrevivência.

Em 1910 com no futuro.    

 

Aapresentação do livro Halley-O Cometa da República, da autoria de Joaquim Fernandes,

que se realiza no dia 18 de Maio, às 18.30 horas, na Livraria Bertrand, na Rua Garrett, 73-75, (no Chiado).

O livro será apresentado por Joaquim Vieira, director do Observatório de Imprensa,

e Rui Agostinho, director do Observatório Astronómico de Lisboa.

 

 

Da contra-capa da obra:

 

O pânico da passagem do

cometa de Halley em Portugal

 

Celebrando-se em 2010 o Centenário da instauração da República em Portugal, decorre também um século sobre o maior evento de medo colectivo vivido pela população portuguesa no decurso da sua História.

São expostos os nexos e fortuitas relações - acasos e coincidências  inscritos na história da Astronomia - entre ambos os acontecimentos ocorridos nesse mesmo  ano: cerca de cinco meses depois da sua passagem próxima da Terra, em Maio, o cometa de Halley viria a ser lembrado como uma espécie de mensageiro, anunciador da primeira mudança de regime político em Portugal desde a fundação da nacionalidade.

Por tal motivo, o mais popular cometa da História humana pode ser etiquetado pelo inconsciente colectivo nacional como "o cometa da República".

Muitos dos temas que emergiram na sociedade portuguesa, a pretexto da aproximação do tão temido cometa, foram usados como arma ideológica pelos republicanos contra os suportes sociais, mentais e religiosos da Monarquia.

As fragilidades mentais do Portugal profundo, inseguro e supersticioso, vieram ao de cima, em todo o seu esplendor trágico e cómico. Como nos grandes dramas clássicos ou da antecipação científica, a sociedade portuguesa viveu, de facto, o transe de uma noite de "fim do mundo" !

 

publicado por sá morais às 23:35

Outras Leituras: O Grande Livro dos Portugueses Esquecidos

17.01.09

 
 
“O Grande Livro dos Portugueses Esquecidos”
 
Joaquim Fernandes
( Historiador, Universidade Fernando Pessoa )
 
Prefácio de Carlos Fiolhais:
 
 
Cientistas, escritores, matemáticos e inventores que deixaram um importante contributo em áreas como a química, a lógica, a física, a medicina. Resgatando muitas dessas figuras ao esquecimento, o historiador Joaquim Fernandes concretizou uma inédita pesquisa sobre os homens e mulheres que deixaram uma inquestionável marca na História.
 
 
«Deveria ser um manual escolar.»
Tiago Cavaco, Revista Ler

«É revelador que O Grande Livro dos Portugueses Esquecidos seja também e em grande medida uma colecção dos mais nobres traidores da Pátria. Traição aqui como a mais sublime devoção possível a um país. Boa parte desses valorosos concidadãos foi em vida apelidada de Judas pela sua própria terra. O mínimo que se espera é postumamente fazer justiça às suas memórias.»
Tiago Cavaco, Revista Ler

Sabia que na corte de Catarina, a Grande, existia um médico português? Próximo da czarina, Ribeiro Sanches serviu a soberana russa sendo considerado um dos grandes percursores da reforma pombalina. Em Londres ardeu em praça pública Cavaleiro de Oliveira, escritor e diplomata que não se quis calar editando polémicos escritos. Encarcerado na Junqueira morreu aquele a que os alemães chamaram de “Newton português” – Bento de Moura, físico e inventor. Herói da independência do Brasil, Andrade da Silva descobriu o terceiro elemento químico, o lítio.

Talentosos, lutadores e por vezes ignorados em vida, contam-se os atribulados percursos de vida de homens e mulheres que, dentro ou fora do país, deixaram um inquestionável contributo.

Esquecidos, mas de extraordinárias vidas, é na verdade uma aventura a descoberta destes portugueses pelo mundo...

 
 
Do Prefácio:
 
«A identidade nacional faz-se a partir da memória, mas a memória portuguesa é estranhamente selectiva. O historiador Joaquim Fernandes, neste seu livro bem documentado sobre os "portugueses esquecidos", vem lembrar-nos muitos nomes que, apesra de o merecerem, não têm conseguido passar no crivo da nossa memória colectiva. As razões serão as mais variadas. Mas talvez a mais comum seja o facto de grande parte desses notáveis se terem ausentado do seu país natal (ou permanecido ausentes do país natal de seus pais). Muitos deles perseguidos na sua própria terra foram para longe e ficaram longe na nossa memória. Outros ficaram por cá, desafiando condições difíceis, mas foi como se tivessem ido para longe. Também foram injustamente ignorados.»
 
 
Da Introdução: (...)
 
“Invocamos neste inventário – que não poderia ser definitivo, antes ilustrativo – o tríptico em que assenta o afrontamento e a incompreensão da sociedade portuguesa perante muitos criadores e pensadores da diversidade científica e cultural, das heterodoxias ideológicas e religiosas: errância, ignorância, intolerância, definem, a nosso ver, os nódulos  conflituais que resulta(ra)m do cruzamento entre as minorias mais inconformistas e o corpo maioritário da nação.
         Pretende-se com esta divulgação histórica recuperar a memória de um longo cortejo de portugueses cuja obra, vilipendiada ou cerceada por obstáculos ideológicos vários, se diluiu nas ruínas de uma injusta amnésia colectiva. De uma forma didáctica, este espaço visa ajudar à formação de uma opinião leitora mais crítica que propicie novos espaços para a tolerância, incentive o reforço da nossa auto-estima comum e incorpore um conhecimento mais justo dos préstimos da cultura científica portuguesa para a constituição do saber universal. (...)”
 
Joaquim Fernandes
Historiador, professor na Universidade Fernando Pessoa, co-fundador do Centro Transdisciplinar de Estudos da Consciência. Especialista no estudo do imaginário português, começou por editar «Ovnis em Portugal (1978), seguindo-se «Intervenção Extraterrestre em Fátima» (1982), «As aparições de Fátima e o Fenómeno Ovni» (1995), «Fátima, nos Bastidores do Segredo» (2001), «Heterodoxias para o século XXI: novas fronteiras da Ciência» (2001), «Silenciados e Silenciosos» (2005), «O Cavaleiro da Ilha do Corvo» (2007).

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