Pedacinho Literário: opinião sobre Regresso dos Deuses - Rebelião.

27.06.11

O Regresso dos Deuses - Rebelião, Pedro Ventura



Título: O Regresso dos Deuses – Rebelião
Autoria: Pedro Ventura
Editora: Editorial Presença
Colecção: Via Láctea, N.º 95
Nº. Páginas: 390
Sinopse:
Após um longo sono de várias décadas, Calédra, a bela guerreira aurabrana, desperta subitamente para uma realidade que lhe é estranha, um tempo que não é o seu. Antiga rainha dos aurabranos e senhora de um passado obscuro, Calédra, outrora conhecida como a Portadora da Luz, está destinada a protagonizar uma missão quase impossível – salvar o mundo, e muito em particular os humanos, da crescente ameaça representada pelo domínio Holkan. Ao longo desta saga extraordinária, são muitos (e improváveis) os aliados que Calédra vai encontrando, e muitas são também as vezes em que a guerreira enfrenta inimigos terríveis – como Mugar-Abe, o tenebroso regente do reino e aliado dos Holkan – e se vê às portas da morte. Mas o seu espírito singular e inquebrantável promete dar luta aos seus inimigos e cativar-nos desde logo, pela sua determinação, levando-nos a ler com insaciável velocidade as páginas deste épico vibrante.
Opinião:
Que espantosa surpresa.
Pedro Ventura vem reafirmar a naturalidade e qualidade escrita que corre nas veias de muitos escritores nacionais. Aventurando-se na fantasia épica, o autor apresenta uma obra delicadamente estruturada e robustecida por uma protagonista de peso – Calédra. Não tendo nada a ver com comuns personagens principais femininas encontradas, cada vez com maior frequência, em muitos romances do género fantástico – e não só épico –, Calédra destaca-se pela sua personalidade firme, espírito rebelde e mente ousada, indomável.
O Regresso dos Deuses – Rebelião trata-se de um romance épico de grande qualidade, escrito de forma belíssima, ora apresentando momentos de uma paixão incrível ora focando-se no caminho seguido pelos personagens e na ambiência cénica, que serve de “apresentação” ou início, de uma vertiginosa aventura à qual, dificilmente, o leitor conseguirá resistir.
Após décadas de um sono intenso, Calédra acorda para uma realidade totalmente desconhecida, claramente bastante diferente da sua. Sem compreender por completo o porquê de se encontrar onde se encontra, Calédra passa por todo um processo de consciencialização perante um presente estranho e um abandono inevitável por parte daqueles que outrora conhecera. E é somente depois de compreender o real propósito do seu acordar que ela leva em atenção a concretização da sua missão, embora com uma mistura interessante de sentimentos contrários pelo meio. Corajosa, audaciosa e arrojada, Calédra não olhará a meios para atingir o seu fim, que se define pela simples premissa de ter de salvar o mundo de uma ameaça invulgarmente forte.
Pedro Ventura criou em, O Regresso dos Deuses – Rebelião, um enredo curioso e complexo que, embora inicialmente possa não agradar por completo ao leitor, a verdade é que este, quando dá verdadeiramente conta do correr das páginas e do fluir da leitura, já não consegue mais largar o livro. Sem dúvida, o foco de destaque vai para a personagem principal. A sua peculiar força e atracção agarram o leitor de tal maneira que este encontra nela um escape da rotina fantástica que caracteriza as mulheres como flores frágeis e quebradiças, normalmente eternamente apaixonadas e ansiosas por um futuro impossível. É nesta primeira quebra com o comum que Pedro Ventura capta a atenção do leitor, e ainda que não estejamos perante um clássico da literatura ou uma grandiosa obra, a verdade é que O Regresso dos Deuses – Rebelião mostra um primeiro contacto prometedor e cativante, que cria expectativas no leitor e que, principalmente, posteriormente as cumpre, deixando uma espécie de formigueiro irrequieto quando finalmente se atinge o fim e se encontra uma promessa de algo mais... de algo extraordinário.
Indo contra as normas de um romance entre duas personagens que caracteriza todo o avançar de uma obra, Pedro Ventura decide antes salientar os valores e os sentimentos mais profundos que constituem as personagens ao invés de envolver toda uma ambiência romântica em torno de uma aventura intricada e perigosa. Assim, a narrativa mostra-se desprovida daquela primeira impressão excessivamente enjoativa e previsível para dar asas a uma criatividade heróica e inesperada.
Diferente. Ambicioso. Eloquente, O Regresso dos Deuses – Rebelião é o tipo de livro que qualquer aficionado por fantasia épica deveria experimentar. Lá por ser português não é motivo para se passar ao lado ou para se julgar sinónimo de pouca qualidade, muito pelo contrário. Tratando-se de uma obra nacional, é de enfatizar a importância para o reportório português que obras deste carácter têm. Caso a sinopse lhe tenha surtido interesse, aventure-se; caso não, aventure-se de igual forma. Valerá a pena. 

Review do livro "O regresso dos Deuses: Rebelião" - Illusionary pleasure

27.06.11
Há leituras que podem vir em tempos bastante ingratos, há outras que comparando com outros livros até podem ser surpresas agradáveis. Depois de Le Guin, li mais dois livro da Karen Moning para desligar o cérebro e voltá-lo a activá-lo quando pegasse no próximo livro. Penso que se não o tivesse feito, o desgraçado do livro “Rebelião” (vamos chamar assim que o original é maior) sofreria críticas mais cruéis. Primeiro deixem-me literalmente explodir de alegria por ver finalmente um livro de Fantasia com um a personagem, que para a maioria das pessoas deve ser detestável.

Para mim, é com agrado que vejo uma mulher, escrita pela mão de um homem, a conseguir um balanço muito bom entre a guerra e a arte de matar, aliado à personalidade marcante. Pedro Ventura construiu Rebelião à imagem e semelhança de Cáledra. Tudo foca na sua pessoa, e sem ela o livro termina. Esta importância resulta tanto num afastamento por parte do leitor que poderá não simpatizar com a personagem principal, como pode devorar as páginas completamente enamorado da sua frescura.

Ao longo do livro deparei-me com uma questão “Se retirarmos Cáledra, o que resta do livro?”. Existem várias raças/ povos, bastantes discussões políticas provavelmente exploradas nos dois livros anteriores. Contudo e devido à dificuldade de acesso penso que o leitor sofre de uma falta de background história e sobretudo racial importante. Imaginar um dhorian ou um audhorians. O que me leva a outro problema – os nomes que para ler parece que estamos a invocar o demónio. Eu sei que a Fantasia implica por vezes nomes esquisitos, e não é a mesma coisa ler um Artur a dizer “Irei esventrar-te”, ou um tipo chamado Ghaleas (não sei se este nome apareceu no livro, só memorizei quatro nomes). Existem tantos nomes esquisitos em Portugal, principalmente nas aldeias, que acho engraçado estarmos por vezes a recuperar essas origens mais obscuras, do que ir buscar a outro sítio. Outro acontecimento curioso foi o facto de muitos dos aliados da Portadora da Luz aliarem-se a ela devido a visões. Se muitos desconfiavam da sua Capitã e até a chamavam de louca, achei engraçado que muitos só se juntavam porque tinham tido visões.

O problema de Rebelião será também a descendência do livro anterior. Supostamente alguém tenta matar Calédra, mas quem? Embora esta pergunta seja quase o ponto de partida do livro a meio a história sofre tanta volta e rumo próprio, que a Portadora da Luz nem quer saber quem a matou. Quando a trama começa a adensar, a personalidade de Calédra afrouxa e o único romance que há no livro é pobre. Curiosamente tive a mesma sensação ao ler “A game of thrones” onde a parte afectiva não era explorada. Quando assisti à apresentação do livro, este aspecto já tinha sido tratado e estava consciente que não haveria romance, contudo o par que se forma é tratado com demasiada brevidade. Uma pessoa quando lê um livro precisa também de sentir algo, não apenas amor/ódio pela personagem principal.

O erro e a virtude de Rebelião está em Calédra.

O autor merece de igual “kudos” não só por ter usado poucas descrições, como também por não ter feito Infodump à bruta. Muita informação a própria Calédra descobria nos livros e é uma forma diferente de introduzir o passado sem ser através do narrador Todo-Poderoso. Vale a pena ler “Rebelião”, especialmente para aqueles que tiveram oportunidade de ler “As crónicas de Fealgar” e claro que o fim do livro grita por uma sequela. Poderá ser que no próximo as raças e histórias sejam mais desenvolvidas, visto que foi este o único ponto fraco.

Passatempo II "O Regresso dos Deuses - Rebelião" de Pedro Ventura

31.05.11

 

 

 

Para concorrer a este passatempo e habilitar-se a ganhar um exemplar de Regresso dos Deuses - Rebelião, siga o LINK

Vencedora do passatempo - Regresso dos Deuses - Rebelião!

07.05.11

E o nome da vencedora do passatempo Regresso dos Deuses - Rebelião é:

Joana Constança Passão, Vila Real (nº52)

 

Muitos Parabéns Joana! Serás contactada para o teu mail e o livro autografado será enviado para a tua morada.
Obrigado a todos os que participaram e mantenham-se atentos pois O Regresso dos Deuses - Rebelião continuará a ter passatempos na internet.

Passatempo "O Regresso dos Deuses - Rebelião" no Blog Morrighan

06.05.11

Passatempo "O Regresso dos Deuses - Rebelião" de Pedro Ventura




Tenho um exemplar para oferecer, em parceria com aPresença, a quem responder correctamente às perguntas do formulário. As condições em si são as seguintes:
- O passatempo termina às 23h59 do dia 12 de Maio de 2011
- Só será permitida uma participação por pessoa
- Só serão permitidas participações de Portugal
As respostas podem ser encontradas aqui.

 

 

Para concorrer a este passatempo, siga o LINK

O Regresso dos Deuses - Rebelião (opinião de As Leituras do Corvo - Carla Ribeiro)

03.05.11

Inconsciente de como o seu mundo mudou ou até de como exactamente sobreviveu à passagem do tempo, Calédra Denaris desperta de um sono demasiado longo. E o mundo que descobre em seu redor é-lhe completamente desconhecido. Sem nada de seu e com muito que assimilar, a orgulhosa guerreira terá de encontrar um caminho em direcção às suas respostas, ao mesmo tempo que, perante tudo o que mudou na hierarquia e nos princípios do mundo, se descobre no papel de defensora para uma raça que não é a sua.
Há algo de cativante e de particularmente fascinante na forma em como, desde as primeiras páginas, a personalidade de 
Calédra
 se revela em toda a sua peculiar força. Heroína improvável, não por fragilidades que tenha, mas por uma posição algo afastada da clássica figura heróica, 
Calédra
 surge como uma personagem que, sendo ambígua em certos aspectos (as suas acções tanto podem ser gloriosas como censuráveis), é, contudo, quase inabalável nas suas certezas e convicções. Com um temperamento difícil, uma aparente falta de sensibilidade e uma certa medida de arrogância, pareceria, à primeira vista, uma figura pouco merecedora de empatia. Mas não é isso que acontece. Através das sombras de um passado tenebroso, de um lado mais sensível que a armadura da guerreira impassível dificilmente poderia deixar prever e de um longo e duro caminho de redenção, 
Calédra
 revela-se fascinante precisamente porque raramente é completamente transparente. Nem bem, nem mal, mas um ponto algures entre ambos.
Também a história cresce à medida que a complexidade da sua protagonista vai sendo mais e mais desenvolvida. O que começa por ser, de certo modo, um caminho pessoal na assimilação de um mundo em colisão com o passado, torna-se um conflito mais global e indispensável, já que as ameaças estendem-se a alvos bem mais vastos que a guerreira. E é por isso que a história envereda mais e mais por um caminho de lutas e conflitos, sendo inclusive as principais relações entre personagens exploradas neste contexto.
Também no que toca a personagens secundárias há uma certa imprevisibilidade e é no caso de Delkon que as revelações se tornam mais surpreendentes. Surgindo como pouco mais que um jovem sonhador, o dhorian revela-se como uma figura bastante mais intrigante do que poderia parecer e, ainda que a sua história pareça terminar de uma forma um pouco brusca, o facto é que é ele o centro de uma certa perturbação no rumo dos acontecimentos.
Cativante, uma história onde todo um conflito de raças e de valores se concentra numa figura que, não o sendo, reflecte simultaneamente o melhor e o pior da natureza humana e que, de um início intrigante a um final que deixa muitas perguntas no ar, nunca perde o interesse, quer pela história, quer pelas figuras que a definem. Muito bom.

O Regresso dos Deuses - Rebelião

25.04.11

 

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O Regresso dos Deuses - Rebelião

Sinopse: Após um longo sono de várias décadas, Calédra, a bela guerreira aurabrana, desperta subitamente para uma realidade que lhe é estranha, um tempo que não é o seu. Antiga rainha dos aurabranos, Calédra está destinada a protagonizar uma missão quase impossível - salvar o mundo e os humanos da crescente ameaça do domínio Holkan. Ao longo desta saga extraordinária, são muitos os aliados que Calédra vai encontrando, e muitas as vezes em que enfrenta inimigos terríveis e se vê às portas da morte. Mas o seu espírito inquebrantável promete dar luta aos seus inimigos e cativar-nos desde logo, levando-nos a ler com insaciável voracidade as páginas deste épico vibrante.
Adquira o livro AQUI

O Regresso dos Deuses – Rebelião (opinião - The Tale of the Bamboo Cutter)

25.04.11

Começando pelo aspecto formal, torna-se claro que ocorreu uma clara melhoria em relação às Crónicas de Fiaglar. A linguagem tornou-se mais fluída, abandonando um certo “lirismo” excessivo, por vezes demasiado cansativo na narração e descrição. Nota-se uma revisão cuidada.

Voltam a não restar dúvidas – não se trata de fantasia nem de realismo mágico, antes de  fantastique  - o elemento “sobrenatural” não “encaixa” na normalidade e se existe, está distante de ter uma explicação que se restrinja à dogmática simplicidade de “naquele mundo ser assim e pronto”.

Numa altura em que a maioria dos romances de fantástico incorporam um esqueleto constituido pelo modelo nuclear do enamoramento (mais ou menos doentio e disfuncional) das personagens principais – geralmente a tontinha virginal perdida de amores pelo Adónis de serviço, misturada num enredo onde surge a repisada dicotomia Bem vs Mal, Pedro Ventura tem a audácia de abdicar de ambos os ingredientes. A protagonista volta a ser uma mulher: a die-hard Calédra (mistura explosiva entre Ripley e Mai Bhago), personagem mais interessante e elaborada dos Goor. Pragmática, complexa e insubmissa, Calédra Denaris surge num patamar semelhante às personagens de Lin Carter ou Anne McCaffrey e coloca-se assim nos antípodas das fotocópias das Bellas no mercado, felizmente! Daí não entender perfeitamente a sinopse do Livro que me parece mais preocupada com um certo “mercantilismo” do que com a história em si. Pouco importa, por exemplo, que a protagonista seja “bela”(como odeio o rótulo!) e não estamos propriamente numa cruzada pela salvação de um mundo, antes perante uma “opção” muito menos linear. Uma sinopse de tentar vender “lebre por gato” é certamente questionável, no mínimo!

A primeira parte do livro ainda vive numa espécie de “dependência” dos Goor. Exemplo disso é o surgimento de uma personagem let me tell you what hapenned que me parece forçada e que geralmente dispenso. A “muleta” é em parte explicável pelo facto de não ser possível encontrar os livros anteriores, apesar de isso não ser de todo necessário. É, porém, curioso que a protagonista chegue a ser jocosa em relação a este facto, o que nos leva a pensar que, pelo menos, não se tratou de um recurso inconsciente. Nesta primeira parte surge-nos também uma indirecta parábola à nossa sociedade actual, em referência mais ou menos evidentes. Sempre interessante é o trajecto da protagonista, o aprofundar da sua dimensão humana e a consequente “via dolorosa” ou uplift que a afasta do modelo de heroína ou anti-heroína na definição mais “clássica” Os leitores mais atentos poderão até encontrar paralelismos entre esse trajecto e os relatos de uma importante figura da religiosidade ocidental. É aqui que a uma alegoria idêntica a algo já consumado por C. S. Lewis (sem o elemento feminino, no entanto) se une ao que o próprio autor refere como uma influência das ideias expressas em Chariots of the Gods – característica que diferencia este livro de muitos outros!

Na segunda metade do livro, o autor liberta-se mais do modelo anterior, perde a “vergonha” e revela a “verdadeira face” do seu relato, chegando a introduzir “novidades” na narrativa – alguns “sonhos” são um bom exemplo. Aqui surge nova audácia! As divindades são escalpelizadas e surge uma nova alegoria que nos poderá fazer reflectir no nosso próprio mundo. Novas personagens vão surgindo e algumas são também interessantes – chegando até a ser abordada (timidamente) a sexualidade de uma delas! Não se espere o habital “rebanho” de “bons e justos” em crusade mode! Nada disso! O próprio final também é diferente. Aliás, esse final invulgar indica-nos uma “ponte” para algo que poderá ser ainda mais singular.

Decididamente, a colecção Via Láctea ganha originalidade e novo fôlego – o que espero seja só o começo! Recomendado a todos os que gostam do género épico/fantástico e também aos que não gostarem.

Nota: este breve comentário foi obviamente restrito, devido ao facto de o livro ser colocado hoje à venda em Portugal e não querer carregá-lo de spoilers.

Crítica: O Regresso dos Deuses - Rebelião ( Blog Bela Lugosi is Dead )

25.04.11






Autor: Pedro Ventura
Editora: Editorial Presença (2011)





O Regresso dos Deuses - Rebelião é a nova obra de Pedro Ventura e surge no seguimento de Goor – A Crónica de Feaglar – dividido em dois volumes publicados pela chancela da Papiro Editora. Contudo, este novo livro consegue ser independente dos anteriores, uma vez que a tramas são afastadas temporalmente e ainda por serem fornecidas as informações passadas necessárias para entender o enredo.

Pedro Ventura apresenta uma era onda a paz e a prosperidade são uma aparência, uma vez que a existência humana está ameaçada pelo domínio Holkan. É neste clima de tensão que surge uma misteriosa mulher que assume a missão de alterar o rumo dos acontecimentos.

“Que ela não é como nós já eu sei… O que eu não sei é o que ela realmente é…”

Calédra Denaris é uma bela guerreira e antiga rainha dos aurabranos que ficou adormecida durante várias décadas, despertando num tempo distante e diferente daquele que conhecia. Os locais que visita estão diferentes ou esquecidos, depara-se com os descendentes daqueles que conheceu no seu tempo, reconhece que o poder está nas mãos erradas e não aceita que a história tenha sido esquecida ou transformada numa lenda, e que certos temas importantes tenham sido proibidos ou adulterados.

A guerreira, outrora conhecida como Portadora da Luz, é dona de uma personalidade e de capacidades bastante peculiares que a afastam do herói comum. De temperamento instável, não procura agradar os outros mas sim lutar por aquilo que acredita, apesar de ser possível ao leitor conhecer as suas dúvidas, desespero, angústias e a força que a leva a continuar a lutar pelo ideal. Calédra não é uma personagem agradável num ponto de vista inicial, mas revela-se bastante peculiar e forte.

Pedro Ventura apresenta uma escrita bastante coerente e as suas ideias são bem transmitidas. Os diálogos estão bem conseguidos e são credíveis. Mas a existência de um mapa ajudaria o leitor a melhor localizar a acção assim como a melhor entender o espaço que existe na mente do autor.

O leitor irá viajar por uma terra diferente onde surgirão diferentes personagens que irão seguir a guerreira, e é aqui que surgem algumas das mais agradáveis surpresas. O grupo que se junta não parece ser o mais indicado para a missão em curso, mas o leitor logo perceberá que muitas destas personagens não são apenas aquilo que aparentam, o que lhes confere uma dimensão mais humana e realista.

Durante esta aventura são muitos e diferentes os momentos com que o leitor se depara, sendo uns bastante interessantes enquanto outros tornam a leitura mais entediante. Isto, devido às grandes quantidades de informação desnecessárias ou pela existência de episódios que parecem um pouco forçados.

A Editorial Presença fez uma boa aposta em Pedro Ventura, um autor português possuidor de uma boa capacidade escrita e ideias interessantes. Seria agradável que a editora revelasse interesse em publicar o trabalho anterior, já que não se encontra disponível, assim como na aposta de projectos futuros. – Cláudia Sérgio

Novo Livro de Pedro Ventura em 2011

13.02.11

 

Depois de algum tempo sem publicar nenhum livro ( apenas de minha autoria ), irei voltar às lides literárias em 2011. O livro irá chamar-se O Regresso dos Deuses - Rebelião e terá o selo da Editorial Presença. Apesar de ser "herdeiro" dos  Goor - Crónica de Feaglar, este novo trabalho não é uma continuação directa dos livros anteriores. Partilha o mesmo mundo mas a acção decorre muitos anos após os acontecimentos relatados em Goor - volume II. As diferenças não ficam por aí: desaparece a estrutura de "demanda", a acção é menos dispersa em termos geográficos e são explicadas algumas das circunstâncias "extraordinárias" que levaram aos acontecimentos dos Goor. Além de ser um "tributo" a uma das personagens dos Goor, aprofunda algumas questões e crenças pessoais ( não é por acaso que no livro surgirá uma citação de um apócrifo... ) e estabelece uma ligação com o que estou a escrever na actualidade. A magia volta a estar arredada desta obra e todas as manifestações que a ela se possam assemelhar têm um fundamento bem diferente - como afirmou Arthur C. Clarke: "Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistiguível da magia." As personagens voltam a ter uma dimensão "humana" (aquilo que muitos apontaram como uma das virtudes dos Goor), sem concepções de puro Mal ou puro Bem - até por irmos estar perante uma protagonista bastante pragmática e muito longe da impossível "perfeição", tantas vezes estereotipada. Haverão personagens "diferentes" ( não são elfos, nem gnomos, nem lobisomens, nem... ) - estando mais próximas de uma visão relacionada ( indirectamente, claro ) com as lendas de Anunnaki, os Wandjina, a panspermia, os mitos dos Apache, os gigantes da Antiga Grécia, o hibridismo do Antigo Testamento, etc... Tudo isto aliado ao relato de um enredo que tem lugar numa época decisiva em termos históricos para os vários povos. Este será o derradeiro confronto de vontades, um teste ao desejo de sobrevivência das facções opostas, empurradas por uma conjuntura singular para a beira do abismo. Esta "vertigem", que será crescente ao longo do livro irá arrastar as personagens, forçando-as aos seus limites, testando-as e fazendo-as revelar todas as suas forças e fraquezas. Além do conflito "global", serão também travadas "guerras" pessoais, interiores... Quanto ao resto, bem, a leitura desvendará...

 

Regresso dos Deuses - Rebelião

21.01.11


 

Está escolhida a citação da "praxe" para o meu manuscrito:

"...não se parecia em nada com as outras crianças da Terra. Sua pele era extremamente branca, como também seus cabelos. Seus olhos apresentavam um brilho incomum. "

 

( Livro de Enoque 106:7)

Goor - A Crónica de Feaglar 2

14.05.10

 

"Regresso a Goor, mundo fantástico capaz de fazer corar o Senhor dos Anéis!"
in Correio da Manhã

Conversas Imaginárias 2009

29.04.10

Conversas Imaginárias - Auto-edição em Portugal: oportunidades e problemas.

Mesa: Rogério Ribeiro, Pedro Ventura, Rafael Loureiro

Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro - Telheiras

28 de Novembro de 2009

 

 

Livraria Byblos encerra por falta de viabilidade económica

20.11.08

 

Segundo o Diário Económico, a Byblos estava à procura de um parceiro que garantisse a viabilidade económica do projecto. Porém, tal não foi conseguido e, neste momento, já existem dívidas a fornecedores e editoras que se recusam a distribuir livros.

Além disso, explica o jornal, a empresa que faz segurança no edifício cumpriu ontem o seu último dia de trabalho na Byblos, enquanto os funcionários de restauração já saíram na terça-feira.

Já os colaboradores da Byblos não tinham sido ainda informados ontem pela administração sobre qual será o futuro da empresa. Mas o Diário Económico avança que o cenário mais provável é a venda a outro grupo, podendo a Byblos voltar a abrir mas com outro nome e outro proprietário.

Para hoje está marcada uma reunião com os funcionários da loja das Amoreiras que ficam hoje a conhecer o seu futuro.

SOL

 

Pelo que já li, culpa-se a crise pelo fecho da Byblos... Bem, eu confesso que não acredito muito nesta história da crise. Talvez haja crise para alguns, mas para esses crise não é novidade... Crise num país onde certos modelos automóveis topo de gama esgotam?... Bem... E os cerca de 140 telemóveis por 100 habitantes? Crise? Bem... O petróleo já baixou, o euribor também... Crise? A velha desculpa para a "velha" desgovernação, penso eu de que...

Mas vamos à Byblos! Será que o projecto não era um bocadinho megalómano? Vejamos:

 

!identificação por radiofrequência "único no mundo", todos os livros e estantes estão integrados numa rede informática para que sejam mais facilmente encontrados.

Haverá mais de 50 ecrãs e 12 postos de atendimento espalhados pela livraria para que cada comprador aceda ao "bilhete de identidade" do livro, caso não o encontre nas estantes.

Américo Areal, antigo dono das Edições Asa, investiu quatro milhões de euros nesta livraria, que integrará ainda um auditório, uma sala de exposições, uma cafetaria, uma área de venda de revistas e jornais, outra dedicada a CD, DVD e jogos de computador."

 

Este é um país de bola e novelas... Com uma pitadinha de medo da crise a dar sabor, uma localização da loja inadequada para a dimensão, enfim... E que tal apostar nas velhas livrarias tradicionais, com aquele cheirinho a livros, sem ecrãs nem geringonças? Quem realmente ama os livros vai a essas (e não a "supermercados de livros") e não deixará de ir! E que se tire o IVA dos livros ( ou o estado só tem dinheiro para dar a bancos de vígaros? As livrarias são um bom serviço público num país tão carente de cultura! ) e que as editoras ganhem juizinho na cabeça...

 

 

A BYBLOS FECHOU? O LIVRO NUNCA PERECERÁ! 

 

publicado por sá morais às 23:05

Bibliografia de Pedro Ventura ( 2006 - 2008 )

29.10.08

 

  •       Em Setembro de dois mil e seis publicou o seu primeiro livro, o romance épico Goor – A Crónica de Feaglar, volume 1, com a chancela da Papiro Editora.

 

  •       Nesse mesmo ano foi orador convidado do Fórum Fantástico, o mais importante evento nacional de Literatura Fantástica, que decorreu em Lisboa, no Parque das Nações.
  •       Foi alvo de referência nos seguintes jornais: Notícias de Viseu, Jornal de Letras e Diário de Notícias.
  •       Também foi alvo de referência em diversos blogues e sites especializados, como foi o caso do site galego “Nova Fantasia”.
  •       Em Fevereiro de 2007, foi um dos escritores entrevistados pela Universidade Aberta no programa televisivo “Entre Nós” da Rádio Televisão Portuguesa ( RTP 2, RTP Internacional e RTP África ).
  •       Em Junho, o livro é um dos escolhidos pelo Prof. Marcelo Rebelo de Sousa no programa televisivo “As Escolhas de Marcelo”.
  •       Goor – A Crónica de Feaglar 1 voltou a ser referenciado no programa “Entre Nós” da Rádio Televisão Portuguesa ( RTP 2, RTP Internacional e RTP África ) em Setembro de 2007.

 

 

  •        O lançamento de Goor – A Crónica de Feaglar, volume 2, decorreu a 13 de Outubro de dois mil e sete, na Livraria Pretexto, Viseu.

 

  •       Apresentação referenciada no Jornal Notícias de Viseu (Outubro de 2007)
  •       Referenciado no jornal Primeiro de Janeiro (Outubro de 2007)
  •       Alvo de crítica literária no conceituado site galego de literatura fantástica “Nova Fantasia”.
  •       Apresentação e apreciação no jornal Gazeta da Beira (Outubro 2007)
  •        Em Janeiro de 2008 foi publicado um artigo sobre o livro e o autor na Agenda Cultural da Câmara Municipal do Montijo.
  •        Em Fevereiro de 2008 o Goor 2 atingiu o 7º. Lugar no top de livros mais vendidos na LivrosNet.
  •       Em Março de 2008 o livro foi alvo de crítica no jornal Correio da Manhã.

     

Critica a Goor 2 no site Nova Fantasia ( Galiza )

25.10.08

Título Goor - A Crónica de Feaglar II
Autor Pedro Ventura
Editorial Papiro Editora (2007)
Calificación:

Por fin chegou ás nosas mans a segunda parte da Crónica de Feaglar. E se me pedides que vola resuma nunha frase, direi-vos que concordo que as segundas partes non son boas, neste caso, son mellores!

Nesta segunda parte acabaron as presentacións e comeza a aventura sen mais dilacións. Cun desenrolo xa prácticamente liñal e mais lixeiro, a longa viaxe deica Goor vainos esclarecendo moitas das dúbidas ao redor dos personaxes principais, da súa verdadeira orixe e das súas motivacións.  Pouco a pouco imos desfiando a madeixa, e imos comprobando como algunha das nosas suposicións eran certas, e tamén, imos sorprendéndo-nos con novas revelacións. É certo que existe o Draidex, e que cómpre acadalo antes de que caia nas mans de Calicíada, unha  raiña cobizosa e sen escrúpulos, capaz do pior. Pero tamén é certo que a pesares das profecías, o consegui-lo dependerá da resolución dos homes. Porén, o Draidex é apenas a punta dun iceberg. Arredor del existe todo un mundo xa desaparecido pero que pode influir de forma decisiva no futuro do que xa coñecemos.

Podemos facer duas lecturas diferentes: unha, as aventuras e desventuras duns homes coraxosos loitando por conservar o único mundo que coñecen, e outra, para min mais interesante aínda, as chaves da verdadeira natureza humana, capaz do mellor e do peor. O heroe por excelencia, Feaglar, revélase coma un home coas mesmas fraquezas que calquera outro, que falla ás suas mais férreas conviccións e promesas por ser apenas iso, un home.

O ben  e o mal nunca son absolutos, e personaxes que poden parecer abomináveis nun momento, conseguen gañar a nosa simpatía noutra altura simplemente porque no fondo, e todos sabemos iso, a vida pon-nos en situacións nas que nada do que creiamos é inmutábel.  A grandeza da historia reside, ao meu parecer, neste punto. Porque é unha historia de seres humanos. Non é unha epopeia, é un reflexo do que podería pasar en calquera parte, se eliminásemos os elementos máxicos ou fantásticos.  Non hai vitórias ou derrotas absolutas, e algunhas das vitórias son realmente amargas. Pero iso é algo que só lendo esta crónica pode ser descuberto. Dar mais detalles sería innecesário, coido eu, e podería mesmo romper a máxia da lectura. Polo tanto, amigos, facédeos cun exemplar e sacade as vosas próprias conclusións.

Eu pola miña banda só podo dicir que fico coa mesma sensación que cando acabo un bo libro ou unha película: qué magoa que xa acabase,  pero disfrutei tanto mentras...

De novo, os nosos parabéns, Pedro e deica outra.

 

Maria Comesana ( Outubro de 2007) in Nova Fantasia

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