Lançamento a 19 de Abril!

08.04.11

O REGRESSO DOS DEUSES

Rebelião

 

Pedro Ventura

Data de lançamento: ABRIL DE 2011

 

O REGRESSO DOS DEUSES Rebelião

05.04.11

O REGRESSO DOS DEUSES

Rebelião

 

Pedro Ventura

Data de lançamento: ABRIL DE 2011

 


Após um longo sono de várias décadas, Calédra, a bela guerreira aurabrana, desperta subitamente para uma realidade que lhe é estranha, um tempo que não é o seu. Antiga rainha dos aurabranos e senhora de um passado obscuro, Calédra, outrora conhecida como a Portadora da Luz, está destinada a protagonizar uma missão quase impossível – salvar o mundo, e muito em particular os humanos, da crescente ameaça representada pelo domínio Holkan. Ao longo desta saga extraordinária, são muitos (e improváveis) os aliados que Calédra vai encontrando, e muitas são também as vezes em que a guerreira enfrenta inimigos terríveis – como Mugar-Abe, o tenebroso regente do reino e aliado dos Holkan – e se vê às portas da morte. Mas o seu espírito singular e inquebrantável promete dar luta aos seus inimigos e cativar-nos desde logo, pela sua determinação, levando-nos a ler com insaciável voracidade as páginas deste épico vibrante.

 

Pedro Ventura é formado em estudos Portuguesas e Ingleses pela Universidade Católica. É autor de romances e crónicas épicas. O Regresso dos Deuses – Rebelião marca a sua estreia sob a chancela da Presença e promete causar furor entre os fãs da literatura fantástica nacional. Nome sobejamente conhecido deste género literário, Pedro Ventura participou em diversos eventos e antologias.

(in sinopse)

Entrevista dada por Pedro Ventura ao blog The Tale of The Bamboo Cutter

04.04.11

 

Fala-nos de ti.

Não há muito que dizer… Sou apenas mais um “filho” da minha geração ainda a labutar pela vida e pelos seus sonhos. E estamos a falar de uma geração que, talvez como nenhuma outra, absorveu novidades, expectativas e hipóteses, acabando por ser esmagada pelos condicionalismos de um país serôdio, pervertido e repleto de vícios. A elevada exposição ao fascínio dos anos 80 e 90 levaram-me a um posterior desencanto. Condição patológica extremamente grave que nos pode até levar a escrever. Mas a rebeldia ficou e talvez a omnipresente imaginação seja isso mesmo – um derradeiro foco de resistência… Ou então uma fuga… O que eu sou talvez se divida entre o que é facilmente perceptível e o quase inatingível. Nos meus livros está muito daquilo mais difícil de alcançar…

 

 

Agora seria normal questionar-te sobre as tuas influências literárias. Todavia, elas surgem já no teu blogue e no teu site. Quero apenas um nome de alguém que gostarias de conhecer dentro desse círculo de influências!

Curiosamente ou talvez não, escolho um nome que não está ligado à escrita: Percy Fawcett. Porquê? Por ele não ser uma mero “cronista de sonhos”, antes a própria matéria de que os sonhos são feitos. Ele foi um dos derradeiros aventureiros, um homem que não aceitou o “vulgar”, o “politicamente correcto” e arriscou tudo naquilo em que acreditava, por muito disparatado que essas suas crenças pudessem parecer. Quer se concorde com a suas posições ou não, torna-se inegável que o Coronel Fawcett é um catalisador da imaginação. Mesmo sabendo que desapareceu na floresta amazónica, admiro-o e invejo-o – dois sentimentos que raramente reservo para seja quem for… Para mim, Fawcett é uma daquelas figuras imortais, totalmente meritórias de um crepúsculo dos deuses…

 

 

O que mudou desde os teus dois primeiros livros?

Espero ter mudado para melhor. Essa mudança estará a escrutínio. Acredito que, para estarmos no caminho certo, devemos estar num processo de constante aperfeiçoamento – sendo que os erros também fazem parte do processo. Mas acredito que o que escreveremos amanhã deverá ser melhor do que aquilo que escrevemos hoje e ontem.

 

 

O teu “peso” na internet é considerável. Mero acaso ou estratégia bem delineada?

Vamos a ver… Eu já tinha blogues antes de ter editado os Goor. Não acho que tenha essa influência… Nunca tive nem procurei ter. Obviamente, tenho clara consciência da importância da internet como meio de divulgação e não desaproveito essa oportunidade. No entanto, a minha “estratégia” são os meus livros e não uma “imagem”.

 

 

Ao contrário da maioria dos escritores, não te inibes de expressar opiniões sobre política, por exemplo. Parece-te sensato?

Em primeiro lugar, acho que essa ideia é errada. Conheço pessoas ligadas à escrita que são bastante interventivas. É uma escolha pessoal, mas não podemos generalizar. Temos de abandonar o cliché de que os escritores vivem numa torre de marfim, ignorando o mundo real que os rodeia. Essa é uma noção demasiado romântica, algo que só teria cabimento numa conjuntura desfasada, totalmente irreal. Insensato seria eu esconder as minhas opiniões pessoais. Tenho-as, felizmente! Fazê-lo propositadamente para manter uma neutralidade que agradasse a todos seria algo bastante hipócrita. Não sou a Suiça… Tenho as minhas ideias e posso discuti-las, defende-las ou até alterá-las, caso perceba que estava errado – o que é difícil dada a minha teimosia. Porém, nunca as esconderei por mero interesse.

 

 

Como vês as discussões sobre o Fantástico?

Como vejo?… Como uma manifestação, mais ou menos exacerbada, de ideias e valores diferentes. Pessoalmente prefiro o debate por o achar mais proveitoso e estimulante. Mas nem para isso tenho tempo…

 

 

Fala-nos do teu próximo livro

O Regresso dos Deuses – Rebelião recupera o universo dos “Goor” mas a acção decorre muitos anos depois. Há algumas diferenças… Desta vez abdico da estrutura de Demanda, por exemplo. Mas recorro à minha personagem fetiche dos livros anteriores – esta é a sua “Crónica”. A indomável Calédra embarca numa nova “missão”, a mais importante por ser também uma autodescoberta da sua singularidade e dos eventos que a geraram, encimando uma galeria de personagens que, ao invés de serem seleccionadas pelas suas virtudes ou defeitos, são-no pela conjuntura, pela sua condição e, essencialmente, por um instinto universal: a sobrevivência.  Em Regresso dos Deuses revela-se muito daquilo que permanecera encoberto nos Goor.  Os “deuses” estão de regresso e a sua natureza e intenções são finalmente reveladas, algo que nem sempre é explorado nestas entidades cujo poder e existência costumam justificar-se per si.  Estes “deuses” podem não ser bem aquilo de que muitos estariam à espera… Julgo ser uma boa história…

 

 

Afinal, existe sorcery ou apenas a sword?

A tal magia nunca existiu nos meus livros, apesar de, a espaços, poder parecer que estava presente. Essas dúvidas, caso as houvesse, serão postas de lado com o avançar da história. Este livro também não alimenta qualquer “solução mágica”, remete antes para explicações do extraordinário que, mediante a “sensibilidade” de cada um, poderão até parecer plausíveis…  A “espada” tem sido realmente um ponto forte nas minhas histórias, mas até essa classificação desaparecerá no livro que actualmente estou a escrever. Mas não desaparecerá o elemento bélico, claro. Atenção que não se trata aqui de menosprezar a tal “sword & sorcery”! Trata-se de uma opção como qualquer outra e que emana das minhas “teorizações” pessoais.

 

 

Não será demasiado ambiciosa a ideia de juntar o épico e uma espécie de “panspermia consciente”, tendo em conta que a maioria dos leitores prefere os enredos menos complexos?

Será que preferem? Veremos…

 

 

E projectos para o futuro?

Apesar dos condicionalismos, estou a escrever uma história que será ainda mais distante do modelo dos Goor. Será mais “forte” e até “herético”… Será o espelho límpido do meu fascínio por determinadas lendas da Antiguidade e por interpretações mais ou menos “fantásticas” das mesmas. Não será apenas contar uma história, será também (espero) uma imaginativa formulação de hipóteses.

 

 

Uma última questão: o que realmente pensaste da polémica com a tua primeira proposta de capa?

Uma pergunta estranha vinda de quem vem… Não foi fácil, claro. Falava-se da capa quando quero que se fale é do livro. Mas quem falou não estava a mentir e acredito que o estavam a fazer por me quererem realmente ajudar. Ainda vejo as coisas com clareza. Não estou na fase “banzai” ou “harakiri” e espero nunca estar…

Novo Livro de Pedro Ventura em 2011

13.02.11

 

Depois de algum tempo sem publicar nenhum livro ( apenas de minha autoria ), irei voltar às lides literárias em 2011. O livro irá chamar-se O Regresso dos Deuses - Rebelião e terá o selo da Editorial Presença. Apesar de ser "herdeiro" dos  Goor - Crónica de Feaglar, este novo trabalho não é uma continuação directa dos livros anteriores. Partilha o mesmo mundo mas a acção decorre muitos anos após os acontecimentos relatados em Goor - volume II. As diferenças não ficam por aí: desaparece a estrutura de "demanda", a acção é menos dispersa em termos geográficos e são explicadas algumas das circunstâncias "extraordinárias" que levaram aos acontecimentos dos Goor. Além de ser um "tributo" a uma das personagens dos Goor, aprofunda algumas questões e crenças pessoais ( não é por acaso que no livro surgirá uma citação de um apócrifo... ) e estabelece uma ligação com o que estou a escrever na actualidade. A magia volta a estar arredada desta obra e todas as manifestações que a ela se possam assemelhar têm um fundamento bem diferente - como afirmou Arthur C. Clarke: "Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistiguível da magia." As personagens voltam a ter uma dimensão "humana" (aquilo que muitos apontaram como uma das virtudes dos Goor), sem concepções de puro Mal ou puro Bem - até por irmos estar perante uma protagonista bastante pragmática e muito longe da impossível "perfeição", tantas vezes estereotipada. Haverão personagens "diferentes" ( não são elfos, nem gnomos, nem lobisomens, nem... ) - estando mais próximas de uma visão relacionada ( indirectamente, claro ) com as lendas de Anunnaki, os Wandjina, a panspermia, os mitos dos Apache, os gigantes da Antiga Grécia, o hibridismo do Antigo Testamento, etc... Tudo isto aliado ao relato de um enredo que tem lugar numa época decisiva em termos históricos para os vários povos. Este será o derradeiro confronto de vontades, um teste ao desejo de sobrevivência das facções opostas, empurradas por uma conjuntura singular para a beira do abismo. Esta "vertigem", que será crescente ao longo do livro irá arrastar as personagens, forçando-as aos seus limites, testando-as e fazendo-as revelar todas as suas forças e fraquezas. Além do conflito "global", serão também travadas "guerras" pessoais, interiores... Quanto ao resto, bem, a leitura desvendará...

 

Regresso dos Deuses - Rebelião

21.01.11


 

Está escolhida a citação da "praxe" para o meu manuscrito:

"...não se parecia em nada com as outras crianças da Terra. Sua pele era extremamente branca, como também seus cabelos. Seus olhos apresentavam um brilho incomum. "

 

( Livro de Enoque 106:7)

Battle: Los Angeles Trailer

05.01.11

 

 

 

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