Goor 2 no Montijo Agenda Jan/Fev 2008

13.03.08

O gosto pelo fantástico e pelo imaginário vem-lhe de criança. Já nessa altura construía a suas próprias realidades paralelas. Vê a leitura como um “exercício de prazer pessoal”. Apenas lê os livros de que gosta. E foi sempre assim, na escola poucos foram os livros “obrigatórios” que leu. A

sua outra grande influência foi a vertente fantástica da cultura televisiva e cinematográfica dos anos 80. Ainda hoje cultiva esse gosto que vai de Júlio Verne a Rod Serling. Diz-se um privilegiado porque sempre teve ao seu alcance obras literárias dos mais diversos géneros, além disso, cresceu nos anos 80 que, para Pedro, tiveram uma “magia muito especial” pois “descarregaram em toda uma geração, um caleidoscópio de novas emoções,ideias e hipóteses” potenciando-lhe, assim, a fantasia e o sonho. Editou, recentemente, o segundo volume da sua obra “Goor – A crónica de Feaglar”, cujo primeiro volume foi editado em 2006. Tudo começou em 14 de Agosto de 1974, dia do seu nascimento na terra natal de seu pai, o Montijo, onde viveu até aos quinze anos. Mudou-se, então, para a terra de sua mãe, S. Pedro do Sul, e aí conclui o secundário. Em 96 vai para Viseu e inscreve-se no curso de Estudos Portugueses e Ingleses da Faculdade de Letras da Universidade Católica Portuguesa. Após a licenciatura, é nessa idade que fixa residência. Diz-nos que, estas mudanças de residência e as

suas consequentes mudanças de ambiente, apesar de um lado negativo, permitiram-lhe alargar os seus horizontes. Goor sempre esteve presente no imaginário de Pedro Ventura, mas só em 96 começou a ganhar a forma. Passar para o papel todas as estórias e ideias que povoavam a sua mente não foi tarefa fácil.

Retratos

A edição do primeiro volume, despertou o interesse da imprensa especializada, tendo sido alvo de referência no Notícias de Viseu, no Jornal de Letras e no Diário de Notícias e em diversos blogues e sites literários; nesse ano, foi orador convidado do Fórum Fantástico, um evento nacional sobre aquele género literário, que decorreu no Parque das Nações; e

em Fevereiro deste ano, foi entrevistado para o programa “Entre Nós” da Universidade Aberta que passa na RTP e, em Setembro, Goor foi de novo referido no programa; em Junho, foi uma das escolhas de Marcelo Rebelo de Sousa.

Este romance de aventuras épicas “adocicado com o toque mágico da fantasia” merece, sem dúvida, a nossa atenção. Valores como a amizade e a liberdade, tão essenciais à nossa condição humana, estão aqui sempre presentes,,,

 

Goor:

a crónica de Feaglar / Pedro Ventura

Papiro Editora, 2 vol.s

Goor relata as aventuras de um jovem rei e dos seus companheiros, num mundo em mudança, onde o futuro é algo incerto. Está em causa o valor intrínseco do Homem e a sua determinação em sobreviver. Este é um universo à parte da nossa realidade (ou talvez não), onde coabitam diversos povos com as suas características e identidades. Sobre esse mundo paira uma antiga profecia e, as sombras de um terrível poder que se irá revelando entre uma teia de segredos e mentiras vindas de um passado obscuro.

Engana-se quem espera encontrar aqui o arquétipo da literatura fantástica. Não há lugar para elfos, gnomos ou anões e, até os poderes sobrenaturais são apenas ferramentas submetidas a uma vontade. Mas, não dispensa os ingredientes próprios deste género literário. Aqui, o maior de todos os poderes é a vontade humana e a sua capacidade para o

pior e para o melhor: o Bem e o Mal não são estanques. As personagens, heróis ou vilões, são sempre seres humanos dotados das mesmas virtudes e defeitos de todos nós. Talvez

seja por isso que os leitores, facilmente, se identificam com esta ou aquela personagens ou, com este ou aquele acontecimento...

 

 

Ana Reis Silva

 

( Texto integral )

Goor - A Crónica de Feaglar 2

01.03.08

Feaglar e os companheiros tiveram de desembainhar as espadas para silenciar algumas vozes que falavam de Goor como um livro infantil/juvenil, ainda antes de o terem lido... Erro seu! Erro meu considerar Goor um livro de high fantasy... Mas missão cumprida! Os heróis deste romance épico acabaram por se impôr naturalmente, tal como o Goor - A Crónica de Feaglar 2. Vendas interessantes, livro preferido aí por alguns hi5, comentários positivos, referências em publicações que não se limitam aos "famosos da moda", etc... Teimosos, estes dhorians, mesmo quando as probabilidades estão contra si... É que eles não manejam apenas bem a língua, manejam espadas e sabem do que estão a falar... Mas estarão os dhorians e amigos fartos de um "reino" onde "só a nobreza local e instalada" dita as leis? Uhm... A minha querida personagem Calédra diria que sim! Sinto-a impaciente... Talvez seja hora de tentar ir para novas paragens... Eles vão tentar! E, mesmo sozinhos, prometo que vão dar o seu melhor!

 

Pedro Ventura

 

"Não quero fascinar a alma do leitor por meios artificiosos" Stendhal

Realidade Torta

01.03.08

Goor - A Crónica de Feaglar 2

 

Há muito tempo não lia com tanto prazer um livro, assim foi com livro Goor - A Crónica de Feaglar II
que devorei em poucos dias, logo depois do Natal.
É um grande livro e isso não se refere as suas 460 paginas, mas sim pela qualidade encontrada que (surpreendentemente) supera seu antecessor.
Durante cada pagina encontramos os mais variados sentimentos, encontramos em cada personagem um pouco de nós, um resquício do que pensamos, virtudes que desejamos e muito mais.
Nesse segundo livro seguimos com Rei Feaglar para a grande aventura nas montanhas de Goor, junto a ele vai a rainha Gar-Dena e muitos outros amigos, personagens que nos acompanharam durante o primeiro livro, personagens que acabamos conhecendo, acabamos nos afeiçoando.
Um desses personagens é Calédra, que encanta sempre, uma mulher fantástica, ao lado de Feaglar ela se torna um pilar para toda trama, sempre misteriosa, esperamos sempre uma novidade quando ela aparece na historia.
O escritor Pedro Ventura, nos brinca com as mais diversas reviravoltas (algumas amargas), com os mais grandiosos dilemas, confesso que em certa parte do livro eu chorei (não vou contar porque senão estraga a surpresa), o livro tem uma profundidade que acaba nos envolvendo, vivemos com os personagens, lutamos com eles, sentimos as dores de uma guerra e de tanta injustiça, mas também nos alegramos com cada vitória dos justos, da verdade e por cada esperança que nasce dos momentos menos esperados.
Pedro conseguiu criar um mundo fantástico, onde eu queria estar, viver essas aventuras ao lado de tão grandiosos personagens.
O livro é cheio de vida, com perolas que infelizmente não anotei, porque o ritmo de leitura se torna frenético e na próxima página sempre nos espera uma nova artimanha do escritor, uma nova batalha ou mais um segredo ou até uma revelação daquelas de deixar de boca aberta.
Em 2007 me encantei com a trilogia “Fronteiras do Universo” do escritor Philip Pullman, mas de todos os livros que li durante o ano, sem duvida alguma Goor - A Crónica de Feaglar 2 foi o melhor do ano, melhor de todos, daquele tipo de livro que tenho sempre a mão para uma releitura, e posso indicar com toda confiança como sendo um livro completo.
Única tristeza é que acabou, ao menos essa aventura por Goor, eu fico na espera de um novo livro
desse escritor que pra mim já deixou sua marca, já provou que é um dos grandes.
Que venha o próximo, pelo que li o escritor vai se aventurar por outro estilo, mas aposto (tenho certeza), será um sucesso, eu? Já estou aguardando.
Pena ser vendido somente em Portugal, mas creio que isso logo mude.

- Que as espadas dos dhorians e dos seus aliados nunca tombem e que a sua vontade seja sempre a vontade dos justos!!!

( retirado do blog REALIDADE TORTA ( Bill ) do post - O melhor livro de 2007 )


* Também eu espero que Feaglar e os seus amigos cheguem em breve a outras paragens...

Critica a Goor 2 no Ante & Post

21.01.08

 

Goor - A Crónica de Feaglar 2

Há muito tempo não lia com tanto prazer um livro, assim foi com livro "Goor - A Crónica de Feaglar II"
que devorei em poucos dias, logo depois do Natal.
É um grande livro e isso não se refere as suas 460 paginas, mas sim pela qualidade encontrada que (surpreendentemente) supera seu antecessor.
Durante cada pagina encontramos os mais variados sentimentos, encontramos em cada personagem um pouco de nós, um resquício do que pensamos, virtudes que desejamos e muito mais.
Nesse segundo livro seguimos com Rei Feaglar para a grande aventura nas montanhas de Goor, junto a ele vai a rainha Gar-Dena e muitos outros amigos, personagens que nos acompanharam durante o primeiro livro, personagens que acabamos conhecendo, acabamos nos afeiçoando.
Um desses personagens é Calédra, que encanta sempre, uma mulher fantástica, ao lado de Feaglar ela se torna um pilar para toda trama, sempre misteriosa, esperamos sempre uma novidade quando ela aparece na historia.
O escritor Pedro Ventura, nos brinca com as mais diversas reviravoltas (algumas amargas), com os mais grandiosos dilemas, confesso que em certa parte do livro eu chorei (não vou contar porque senão estraga a surpresa), o livro tem uma profundidade que acaba nos envolvendo, vivemos com os personagens, lutamos com eles, sentimos as dores de uma guerra e de tanta injustiça, mas também nos alegramos com cada vitória dos justos, da verdade e por cada esperança que nasce dos momentos menos esperados.
Pedro conseguiu criar um mundo fantástico, onde eu queria estar, viver essas aventuras ao lado de tão grandiosos personagens.
O livro é cheio de vida, com perolas que infelizmente não anotei, porque o ritmo de leitura se torna frenético e na próxima página sempre nos espera uma nova artimanha do escritor, uma nova batalha ou mais um segredo ou até uma revelação daquelas de deixar de boca aberta.
Em 2007 me encantei com a trilogia "Fronteiras do Universo" do escritor Philip Pullman, mas de todos os livros que li durante o ano, sem duvida alguma "Goor - A Crónica de Feaglar 2" foi o melhor do ano, melhor de todos, daquele tipo de livro que tenho sempre a mão para uma releitura, e posso indicar com toda confiança como sendo um livro completo.
Única tristeza é que acabou, ao menos essa aventura por Goor, eu fico na espera de um novo livro desse escritor que pra mim já deixou sua marca, já provou que é um dos grandes.
Que venha o próximo, pelo que li o escritor vai se aventurar por outro estilo, mas aposto (tenho certeza), será um sucesso, eu? Já estou aguardando.
Pena ser vendido somente em Portugal, mas creio que isso logo mude.

- Que as espadas dos dhorians e dos seus aliados nunca tombem e que a sua vontade seja sempre a vontade dos justos!!!

Critica a Goor 2 - Blog literário Os LIvros

23.12.07
Goor - A Crónica de Feaglar II
No passado fim-de-semana, tive a oportunidade de visitar uma livraria tradicional situada numa movimentada rua no centro da cidade, bem como uma Fnac presente num movimentado centro comercial. Em ambas, aproveitei para passear-me por entre as estantes, avaliando o que as componha. No que toca à fantasia, se numa era dado destaque ao que se vende bem e se vende sempre, na outra o destaque era dado principalmente às novidades, muito embora também nesta houvesse fundo editorial.
No entanto, em nenhuma deslumbrei a história de Pedro Ventura, nomeadamente o segundo volume, Goor – A Crónica de Feaglar II, que muito recentemente terminei. E quando alerto para sua ausência, não o faço por esta ser uma obra recente ou nacional. Faço-o porque, agora que a terminei, acredito bastante que seja capaz de agradar e deliciar muitos leitores.
Em Goor – A Crónica de Feaglar I, foram-nos dadas a conhecer as intenções e o temperamento de cada personagem, assim como o contexto da guerra dos Sete Reinos e as razões da demanda até Goor. Mas muito ficou por explicar. Neste segundo volume, desde logo acompanhamos essa fatídica mas determinada demanda em busca de um objecto que trará a paz.
Trágica e repleta de surpresas, a demanda acaba por atingir o seu objectivo, mas desengane-se quem pensar que a história acaba aqui. Num dos momentos mais fascinantes da obra, dá-se uma grande reviravolta e o inimigo mostra-se mais esperto, aproveitando as fraquezas e os erros que caracterizam qualquer humano.
A certa altura não tive dúvidas: estava a ler algo de qualidade superior ao próprio Senhor dos Anéis ou a qualquer outro livro deste género, tal o fulgor e impacto desta narrativa épica! Mas é então que a história entra numa segunda fase, mais serena e um pouco mais apagada. Nisto, as personagens voltam a partir, preparando-se para o destinado confronto final, narrado nas profecias, ansiado pelos povos, temido pelos intervenientes. Mas ao destino – terrível condenação – dificilmente se escapa.
Ao contrário do que aconteceu com o primeiro volume, neste ocorreram-me algumas comparações com outras obras sobejamente conhecidas, mas nada que diminua a grande criatividade do autor, que, tenho de realçar, continua a surpreender pela linguagem cuidada e bem usada, pelos diálogos vivos e pela produtiva imaginação.
Achei injusta a (inesperada) morte de algumas personagens, contudo, o autor conduziu a narrativa a um fim criativo e necessário que, no fundo, representa bem a moral desta estória que em tantos factores é uma perfeita analogia ao nosso mundo real.
O único pecado da narrativa dos dois livros é ser, a meu ver, muito uniforme, faltando o destaque a grandes momentos de fulgor e morte (talvez seja a minha ânsia pelo drama e tragédia a falar mais alto). Mas não é por isto que deixo de aconselhar a obra. Criativa, bem escrita, atraente: a fórmula está dada, agora só falta ler!

Goor - A Crónica de Feaglar II de Pedro Ventura

 

 O Crítico

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