Nova colaboradora: CARLA RIBEIRO

07.09.13

 O renovado BLAZING WORLD orgulha-se de anunciar uma nova colaboradora: CARLA RIBEIRO

 

 

 

 "Sou uma alma perdida, um sonho sem dono... A voz das trevas descrita em poesia... Uma vontade escondida em palavras obscuras e mundos de fantasia... Sou uma alma nocturna, vagueante por palavras tenebrosas e pelas notas do canto da melancolia. Sou eu... sempre... e sempre apenas eu."

 

Estrela sem Norte

Estrela sem Norte 

Alma de Fogo

Alma de Fogo 

Canto de Eternidade

Canto de Eternidade 

Herdeiros de Arasen, vol. I

Herdeiros de Arasen, vol. I 

Herdeiros de Arasen, vol. II

Herdeiros de Arasen, vol. II 

O Deus Maldito

O Deus Maldito 

Alma Abandonada

Alma Abandonada 

Dualidades

Dualidades 

E Morreram Felizes para Sempre

E Morreram Felizes para Sempre 

Pela Sombra Morrerão

Pela Sombra Morrerão 

Senhores da Noite

Senhores da Noite 

Derivações de Além-Vida (e-book)

Coração Selvagem (e-book)

Coração Selvagem (e-book) 

Fragmentos de Sombra (e-book)

Fragmentos de Sombra (e-book) 

Os Passos do Destino (E-book)

Os Passos do Destino (E-book) 
publicado por Andreia Torres às 22:04

Volluspa no SCIFIWORLD

11.04.12

 

 

Clique na imagem!

 

 

 

Vollüspa - Nova Fantasia

06.04.12

 

 

 

Calificación: 
Antoloxía por Roberto Mendes
Hugo Mota Editora, 2012

Vollüspa é unha escolma de contos portugueses de xénero fantástico publicada recentemente pola Hugo Mota Editora e na que se dan cita da man do seu antoloxista, Roberto Mendes, histórias novas e vellas, autores novos e veteráns, das tres principais pólas do xénero fantástico: a ficción científica, o terror e mais a fantasía.

Se a ciéncia-ficción é definida decote coma a descrición do presente en termos de futuro, neste tomo atopamos outras aproximacións non menos interesantes, coma a fría descrición dun nadal no futuro mais comercial (Natal, de Carlos Silva) ou o futuro coma froito de conspiracións provintes do noso pasado (Eternidade, de João Ventura). E tamén a imaxinária descrición do universo por un lendário autor medieval, sen dúbida menos interesante cá do universo real, pero así e todo moito mais humana (O pequeno guía do ceu de Tristán de Sapincourt, porAfonso Cruz).

Mais preto da definición tradicional de ciéncia-ficción está a visión do futuro da nosa democrácia grazas ao avance da tecnoloxía (curioso que lin desta ideia por primeira vez aló polos anos 70, e xa daquela soaba moito menos fantástica que agora) descrita en A queda de Roma, antes da telenovela por Luís Filipe Silva. E asemade a redefinición da nosa história seguindo as convicións frías, científicas e positrónicas dunha raza de computadores… que aínda fala en termos relixiosos (Génesis, Apocalipse, de Roberto Mendes).

O terror é ese xénero sempre en decadéncia, lastrado pola súa pesada carga de goticismo que impide que recoñezamos os esforzos dos escritores por achega-lo á idade contemporánea. É o esforzo de José Manuel Morais en A vida é um sonho, da man dun psiquiatra demasiado vencellado aos pesadelos dos seus pacientes. Ou o da nova versión das lendas ruráis misturada co cinema mais actual dos serial killers que nos oferece José Pedro Lopes en O mal do noso rio.

E por fin, a fantasía, que grazas ao cinema e mais á literatura está a rexurdir nas últimas décadas coma o derradeiro verdadeiro reduto da expresión do xénero. E aquí sempre hai tempo para ver novas versións e voltas de rosca, mesmo con comezos clásicos coma os da herdanza que describe Álvaro de Sousa Holstein en A máquina, para min o conto mais refrescante e redondo dos que compoñen este libro. Pero tamén vemos a renovación do xénero no romanticismo de castelos e princesas de Disney (ou era de Tim Burton?) que tocan o piano grazas a Carina Portugal (O acorde das almas).

Pola súa banda, Carla Ribeiro amósa-nos cales poden ser as delicadas fronteiras entre fantasía e terror na fatalista A queda, e Joel Puga en O último albisca cal pode ser o destino dun vampiro perante o final dos tempos. Son outros xeitos de aproximación ao fantástico, que oferece posibilidades variadas, ás veces dirixidas a un público mais específico, se cadra os nenos que coma o Luís protagonizan A sala de Marcelina Gama en loita cunha bóla de pelo verde que escapa dos contos. Por non falar do mundo límite de completa loucura que describeNuno Gonçalo en Enquanto dormias, mais o que é a fantasía senón outra forma de loucura?

E así chegamos ao fantástico de Pedro Ventura, que desta volta en Uma questião de lugar esquece o clasicismo da épica e léva-nos a un conto moderno que ben podería pasar por guión cinematográfico de televisión dos anos 50 para adolescentes tipo Twilight Zone (pero iso si, dirixido por M. Night Shyalaman). O libro remata con outro conto que nos convida a relembrar a fantasía que forma parte da nosa actualidade, as creacións dos pastores da idade de bronce que aínda guían a vida de moita xente no mundo en Vermelho de Regina Catarino.

Vollüspa é ao cabo unha boa nova sen dúbida para a literatura en xeral, que precisa de que a fantasía lle forneza da irrealidade que todos procuramos cando decidimos mergullar-nos nas páxinas dun libro.

 

 

Vollüspa - Antologia de Contos de Literatura Fantástica

14.03.12

 

A ideia é simples: juntar alguns dos melhores autores portugueses de literatura fantástica com vozes mais desconhecidas, mas não menos importantes, e dar a conhecer os seus trabalhos de ficção curta. O objectivo é claro: ajudar a alcançar uma revitalização no género da Ficção Científica e do Fantástico! A literatura fantástica precisa destes projectos. É necessário dar a conhecer novos mundos, bem como oferecer uma nova base de trabalho para os autores, onde possam desenvolver a sua paixão. 

Os três grandes géneros da literatura fantástica estão representados neste volume: a Ficção Científica, com textos de Afonso Cruz, João Ventura, Luís Filipe Silva, Carlos Silva e também com um texto da autoria do coordenador, Roberto Mendes. É notória uma aproximação ao Terror e ao Realismo Mágico nos textos de José Pedro Lopes e de José Manuel Morais. A fantasia de Joel Puga, Carla Ribeiro, Álvaro de Sousa Holstein, Regina Catarino, Marcelina Gama Leandro, Nuno Gonçalo Poças, Carina Portugal e o conto de Pedro Ventura, que recupera o ambiente de Rod Serling, oferecendo ao leitor uma viagem no universo típico de Twilight Zone, completam o ciclo desta primeira Vollüspa. O leitor pode deambular entre a história de um último vampiro, receber os recados de máquinas que escrevem sozinhas, conhecer raças alienígenas que dominam os humanos num futuro distante, assistir à queda de Roma, ouvir os acordes de uma música que toca as almas de uma forma muito especial, ser levado ao limite pela figura mítica da morte, viajar pelos céus descobrindo os seus segredos e celebrar um natal artificial, onde tudo imita o verdadeiro, sempre com a devida patente registada...

 

Para aqueles que já não conseguem esperar mais, podem carregar aqui!

 

 

 

 

 

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A antologia custa 13€.


Colecção Мир

03.10.10

Este é mais um blog que vai ter aqui link. Nele poderão seguir as publicações desta colecção da Antagonista ( e adquiri-las ), ler notícias relacionadas com o Fantástico. Chamo especial atenção para a entrevista da Carla Ribeiro, autora do livro Pela Sombra Morrerão.

 

 

Conversas Imaginárias - Programa

13.11.09

 

 

 LISTA DE PARTICIPANTES:

 


Ana Vicente Ferreira (literatura)
Andreas Rocha (concept art)
António de Macedo (cinema)
Bruno Martins Soares (literatura)
Carla Ribeiro (literatura)
David Soares (BD e literatura)
Fábio Ventura (literatura)
Filipe Melo (cinema e BD)
Filipe Teixeira (concept art e BD)
Gonçalo Sousa (concept art)
João Barreiros (literatura)
Nuno Fonseca (literatura)
Paulo Fonseca (literatura)
Paulo Prazeres (cinema)
Pedro Florêncio (cinema)
Pedro Ventura (literatura)
Rafael Loureiro (literatura)
Ricardo Venâncio (BD)
Rui Ramos (BD)
Telmo Marçal (literatura)

 

 

 

 

O Programa

 
21 de Novembro
(auditório da BMOR)

16:00-17:15 – Mesa-redonda: Concept artists nacionais.
Com Andreas Rocha, Gonçalo Sousa e Filipe Teixeira.

17:15-17:45 – Intervalo

17:45-19:15 – Exibição de curtas-metragens e Mesa-redonda "Cinema Fantástico Português".
Com Rita Palma (moderação), Paulo Prazeres, António de Macedo, Filipe Melo e Pedro Florêncio.
Com a exibição de “FRUNC”, “Papá Wrestling” e “I’ll See You In My Dreams”.


28 de Novembro
(auditório da BMOR)

Feira do Livro Fantástico (em confirmação - no átrio).

15:00-15:45 – Mesa-redonda “Auto-edição em Portugal: oportunidades e problemas”.
Com Pedro Ventura (moderação), Paulo Fonseca, Rafael Loureiro, (+ convidado a confirmar).

15:45-16:15 – Sugestões de Leitura.
Com João Barreiros, Nuno Fonseca e Cristina Alves.

16:15-16:45 – Intervalo.

16:45-17:45 – Mesa-redonda "Novidades em Banda-Desenhada".
Com Ricardo Venâncio, Rui Ramos, David Soares e Filipe Melo.

17:45-18:30 – Mesa-redonda “Novas aventuras do Fantástico Português”.
Com Telmo Marçal, Fábio Ventura, Bruno Martins, Ana Vicente Ferreira.

18:30-19:15 – Mesa-redonda "A Literatura Fantástica Portuguesa: Passado e Presente".
Com Maria do Rosário Monteiro (moderação), Safaa Dib, João Seixas, (+convidados a confirmar).

20:00 – Tertúlia Noite Fantástica
(para quem estiver interessado em ficar para conversar durante o jantar, em restaurante a confirmar)


E ainda, a decorrer desde 9 de Novembro (na sala multi-usos da BMOR), até 28 de Novembro, a Exposição Há Conversas com o Imaginarte.


Organização: Rogério Ribeiro.
Cartaz: Luís Peres.
Apoio: Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro.

 

Dagon- Já disponível a versão corrigida!

07.09.09

Dagon revista-número zero – versão corrigida

Já está disponível a versão final corrigida. Pedimos desculpas pelos erros que foram sendo encontrados. Façam por favor o download desta versão!

Aqui está a Dagon, a nova revista do fantástico. Faz o teu download e não te esqueças de nos dar a tua opinião sobre todos os seus aspecto, seja aqui no correio, no site ou então para o e-mail correiodofantastico@gmail.com

.

 

Novo Livro de Carla Ribeiro!

31.05.09

 

Datas das apresentações AQUI

 

 

Excerto: "Diziam que não vivia senão do ódio que lhe pulsava nas veias, intenso como o vermelho do sangue que lhe percorria o corpo. Muitos dos que se atravessavam no seu caminho desviavam-se apressadamente, como se do próprio anticristo se tratasse, como se encontrar as trevas impenetráveis que habitavam o seu olhar fosse, por si só, uma temível maldição.
Tinha, por isso, a rua completamente por si, de cada vez que se via forçado a afastar-se da sua casa para satisfazer uma qualquer necessidade. Era assustador ver como as portas se fechavam e as cortinas eram corridas ao mais pequeno sinal da sua passagem, como se se tratasse um monstro que percorria as ruas em busca da sua vítima.
Diziam que todos os demónios do Inferno se curvavam perante a sua presença, que, do interior da antiga e semi-arruinada mansão que habitava, brotavam, durante a noite, gritos capazes de fazer gelar o coração mais insensível, rasgando o monótono entoar de cânticos que invadiam os céus com os seus medonhos rituais.
Mas quem era ele, afinal? O estranho vulto vestido de negro, com um aspecto quase clerical, mas com um rosto demasiado rígido para ser benigno… De onde viera? Tudo o que sabiam a seu respeito era que chegara à velha mansão pouco mais de um mês antes e que a reclamara como posse sua. O restante resultava dos rumores espalhados pela população.
Quantos saberiam, contudo, que sombras o perseguiam, de onde vinham os verdadeiros demónios que o atormentavam? Viam-no, desconhecido, exilado no silêncio fechado que escolhera para habitar e, por isso, julgavam-no malévolo. Viam nas suas vestes negras a marca do derradeiro mal, ao invés do luto cerrado com que escolhera marcar a sua vida. Que sabiam eles de si, afinal? Não sabiam nada!A verdade, contudo, aquela distante verdade que o povo daquela aldeia recôndita se recusava sequer a imaginar, é que era de si próprio que aquele homem fugia, do passado que o marcara com o estigma da impureza, ainda que nada tivesse feito para o merecer, e que o perseguira até ali, de regresso ao local onde tudo começara."

publicado por sá morais às 12:02

Dagon! A Nova Revista do Fantástico:

20.05.09

(imagem da capa com marca de água provisória)
 

Por considerar que será bom a existência de uma nova revista do fantástico, versando não só sobre literatura mas um pouco sobre todas as formas de manifestação da arte fantástica, para que assim possa existir uma competição saudável que, certamente, trará novo estimulo para a procura de um cada vez mais elevado padrão de qualidade, dentro de um paradigma em que a qualidade é já uma certeza… Por sentir que as edições semelhantes disponíveis não abrangem todas as formas de arte fantástica e que não oferecem  um espaço especialmente dedicado aos autores portugueses… E ainda por considerar que é chegado o tempo de fazer novas experiências: por tudo isto vos apresentamos a DAGON!, a nova Revista do Fantástico!

Com data de lançamento marcada para meados de Junho de 2009, esta revista tem como criadores Rita Comércio e Roberto Mendes e como autores João Paulo aka Gendo, Pedro Ventura, o Crítico e os demais participantes do Correio do Fantástico!

Podem contar com a participação de grandes vultos da literatura fantástica portuguesa, através de artigos de opinião e não só, como Luís Filipe Silva, Jorge Candeias, João Seixas, Rogério Ribeiro, Pedro Ventura e Carla Ribeiro; Podem ainda contar com a participação de nomes sonantes no panorama internacional como Ian R Macleod, M. J. Harrisson,  e Edgar A. Poe (com um poema soberbo)…

Mas não só de literatura viverá a Dagon, o desenho desempenhará uma função muito importante, e quem melhor que o genial artista João Paulo aka Gendo para nos apresentar o que de melhor se faz no desenho fantástico? Também o cinema terá o seu cantinho, onde o anime não será esquecido, bem como a música, entre outras manifestações desta arte tão especial que é o fantástico…

As entrevistas certamente deliciarão os leitores, onde as respostas serão dadas por autores como Luís Filipe Silva, Jorge Candeias, Pedro Ventura, Ian R. Macleoud e M. J. Harrisson…

Procuramos sobretudo dar espaço aos mais novos, assim  o prova a criação de uma rúbrica dedicada aos mais jovens; Começaremos com um conto de Francisco Norega, um jovem autor com enorme margem de progressão!

A Vollüspa aparecerá das brumas, deixando o leitor descobrir os seus segredos, num artigo onde o véu será puxado e tudo será revelado…

De distribuição gratuita na Internet, a DAGON! alcançará, em vós leitores, a imortalidade…

Por agora podem fazer Download de uma das melhores edições de sempre da revista Bang! aqui, revista que deixará agora de batalhar sozinha pelo Fantástico nas artes…

Rita Comércio e Roberto Mendes

 

Fragmentos de Sombra

12.01.09

A escritora Carla Ribeiro tem para vos apresentar um novo livro electrónico.

Chama-se Fragmentos de Sombra e pode ser lido no seguinte endereço: http://neolivros.com/index.php?/neo/categorias/conto/fragmentos_de_sombra

Para despertar a curiosidade, fica uma pequena sinopse:

Imagine-se uma alma dispersa por entre todas as sombras do obscuro, afastada de todos os sonhos e de todo o alento que ilumina a vida. Que pensamentos vagueariam por essa mente desolada?
Que emoções cantariam ao seu coração? "Fragmentos de Sombra" é um conjunto de reflexões e desabafos, plantados entre o limite da ficção e a realidade de momentos que, com mais ou menos força, todos encontramos ao longo da estrada que é a vida. Por vezes uma gótica melancolia, seguida então de uma vaga ilusão de esperança, este é o caminho para o abismo, a estrada interminável de todos aqueles que caem em cada crepúsculo... para renascer na luz de uma nova aurora.

 

publicado por sá morais às 15:22

Critica a Goor 2 de Carla Ribeiro ( escritora )

17.11.08

Os Livros que me Marcam: Goor- A Crónica de Feaglar

 

"Abriram-se as portas de um mundo novo e eu entrei." Foi este o pensamento que me surgiu na cabeça logo às primeiras páginas desta grande saga da autoria de Pedro Ventura, um livro que me acompanhou durante longos e fascinantes momentos e que não poderia deixar de comentar.

 

Muito se poderia dizer sobre este livro, começando pelo enredo, passando pelas personagens e por toda a constituição do universo onde, subitamente, mergulhamos. E é essa complexidade que nos invade e que nos arrasta para dentro das palavras desde a primeira página, até que, quando chegamos ao fim, (a altas horas da madrugada) ficamos a pensar que acabou cedo demais, porque queríamos continuar a ler.

 

Muito me encantou nesta história, mas tenho que iniciar a minha exploração por algum ponto, por isso vou começar pelos territórios e repectivas raças. Ao entrar neste mundo, deparamo-nos com uma diversidade de espaços geográficos, cada qual com as suas gentes e os seus costumes, todos eles magnificamente descritos e fascinantes na sua multiplicidade. Dentro de cada povo, temos a sua hierarquia, as suas leis e as suas tradições, e, em cada personagem vemos o reflexo da sua gente.

 

O que me leva a outro ponto alto destes livros. Ao longo da história, amamos e odiamos as personagens, cada uma delas profundamente humana e, portanto, com os seus momentos de bondade e de maldade, reflectindo os diferentes graus de cinzento da vida. Pessoalmente, a personagem que mais me marcou foi Feaglar, não só pela sua odisseia épica, mas pela personalidade que reflecte, heróico e nobre, mas ainda assim, humano e passível de falhar. Essa humanidade, que se reflecte também nas restantes personagens e na forma como interagem, fascina pela forma como nos leva a simpatizar e, por vezes, a identificar nas personagens alguns laivos do nosso próprio carácter.

 

Gosto também da forma como a magia e o destino são encarados ao longo da história, a magia como uma força presente, mas subtil e sem exageros, o destino como uma entidade que, não podendo ser ignorada, não se sobrepõe à vontade dos homens, verdadeira força que põe em marcha os grandes momentos da história.

 

Por último, de realçar a profunda complexidade das relações entre as personagens, que, nas suas forças e fraquezas, proporcionam momentos verdadeiramente tocantes, num livro que, mais que uma simples aventura, é um reflexo de emoções, num ambiente que se quer épico, sim, mas que não deixa de ser um sublime espelho da complexidade da mente humana.

 

Concluindo... Li atentamente (ou talvez devesse dizer devorei) ambos os volumes desta história e, tal como, certamente, muitos outros leitores, fiquei impressionada com o talento e a magia que se desprendem ao longo de tão cativantes páginas. Recomendo este livro a todos os amantes do fantástico, mas também a todos aqueles que procuram um livro capaz de fazer sonhar e sentir.

 

Sorri, chorei... e fiquei a desejar mais. Numa palavra: excelente.
 
in O Corvo e a Borboleta por Carla Ribeiro ( escritora )

Derivações de Além-Vida

13.11.08



Já está disponível no site da revista Minguante o e-book Derivações da Além-vida, uma colectânea de micronarrativas da autoria de Carla Ribeiro.

 
publicado por sá morais às 17:16

Alma Abandonada de Carla Ribeiro

08.11.08


 

 
Entre projectos e antologias, eis o novo livro de Carla Ribeiro, já disponível através da lulu.com!

 

Palavras de emoção e de sentimento são o que se reúne neste que é o meu terceiro livro de sonetos, onde as sombras da noite se confundem com as lágrimas do coração. Cada palavra sangra lágrimas de sal e apenas o sonho importa no grito da poesia.

 


 

Visitem o link, divulguem... Se estiverem interessados, em alternativa, podem entrar em contacto com a autora. (carianmoonlight@gmail.com).

 

 

 
publicado por sá morais às 18:59

Outras Leituras - Alma Abandonada

25.10.08
Entre projectos e antologias, eis o novo livro de Carla Ribeiro, já disponível através da lulu.com!


 


"Palavras de emoção e de sentimento são o que se reúne neste que é o meu terceiro livro de sonetos, onde as sombras da noite se confundem com as lágrimas do coração. Cada palavra sangra lágrimas de sal e apenas o sonho importa no grito da poesia."


 



 


Visitem o link, divulguem... Se estiverem interessados, em alternativa, podem entrar em contacto com a autora. (carianmoonlight@gmail.com).
publicado por sá morais às 23:40

Outras Leituras - O Deus Maldito ( critíca )

19.10.08

 

 

 

Demorei algum tempo a mergulhar na leitura de O Deus Maldito devido à minha crónica falta de tempo, mas lá derrotei Kronos e valeu a pena...

Quando entrei no mundo da Carla, confesso que tive de reeducar a minha leitura, pois estava perante algo diferente daquilo que costumo ler e do meu estilo de escrita. Mas se primeiro se "estranhou", logo se "entranhou".

Surpreendido pela positiva, fui avançando página após página, com grande facilidade. Encontrara um bom ritmo, num enredo que se desenvolve constantemente, numa fantasia mágica em que, felizmente, não surge ninguém com "pauzinhos mágicos" a realizar "truques de mágia em série". A Carla domou essa vertente mágica e a primeira grande exibição surge apenas na pág. 87 - no momento certo, quanto a mim.

O mundo "à parte" que nos é apresentado surge nebuloso, sem grandes descrições, pois este conto incide nas suas personagens ( emoções, acções e valores ).

As divindades surgem num interessante rasgo "humanizado" ( veja-se Usuor ) na boa tradição "Clássica", não se coibindo de interagirem com o mundo dos mortais e revelando características marcadamente humanas. As restantes personagens surgem modeladas pelas suas posições hierárquicas, mas não são intocáveis, não abdicando de uma profunda faceta emocional - veja-se Sirius.

Aliás, a emoções são uma ambiência omnipresente num quadro geral que roça o poético/romântico.

Também me agradou o modo como as várias forças de vão movimentando no tabuleiro estratégico que antecede o conflito propriamente dito.

Desde que escrevi Goor que tenho um fraquinho pelas personagens com carácter de "enfant terrible" e desde logo senti alguma curiosidade por Kaylin Silverwings. Não sei se a autora partilhou este interesse ( talvez não... ), mas julgo que todo os escritores têm um género de personagem "fetiche". A certa altura estive quase para dizer que a Silverwings o seria para a Carla...

Resumindo, o Deus Maldito é um livro que recomendo! A leitura é agradável, numa escrita que brota natural e sem artificialismos. Com a Carla fica mais uma vez provada a originalidade e diversidade da escrita nacional. Espero que ela consiga encontrar os meios necessários para atingir novos patamares, onde possa continuar a "contar" o seu mundo. Ela já consegue fazer o mais importante: cativar o leitor! Agora só falta o resto!

 

Pedro Ventura

 

publicado por sá morais às 20:38

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