O Regresso dos Deuses - Rebelião

25.10.12

O "Regresso dos Deuses" poderá vir a ser lançado no formato e-book. 



Goor - A Crónica de Feaglar I

15.09.12

 

Com a ajuda de pessoas como o Rafael Mendes, o Vitor Frazão, etc, a reedição do Goor I está quase pronta, depois de alguns percalços pessoais que atrasaram esse lançamento. Estou próximo dos meus 3 objectivos:
- uma revisão melhor do que a da primeira edição;
- conseguir um preço de capa inferior ao da primeira edição;
- tornar o livro disponível para o Brasil.

Até breve... :)

Temos capa para a reedição de Goor - A Crónica de Feaglar I

10.09.12

Muito obrigado ao Rafael Mendes pelo seu trabalho. Mais novidades para breve.

 

O Regresso dos Deuses – Rebelião (Editorial Presença)

26.05.12

 

 

Diferente. Ambicioso. Eloquente, O Regresso dos Deuses – Rebelião é o tipo de livro que qualquer aficionado por fantasia épica deveria experimentar. Lá por ser português não é motivo para se passar ao lado ou para se julgar sinónimo de pouca qualidade, muito pelo contrário. Tratando-se de uma obra nacional, é de enfatizar a importância para o reportório português que obras deste carácter têm. Caso a sinopse lhe tenha surtido interesse, aventure-se; caso não, aventure-se de igual forma. Valerá a pena. 


Pedacinho Literário

 

 

 

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EDITORIAL BERTRAND 

 

 

    

O Regresso dos Deuses - Rebelião (Rogério Ribeiro)

26.05.12

 

 

 

 

 

   Calédra, antiga rainha dos aurabranos, é acordada após um sono de décadas, qual Merlin destinado a ressurgir no momento de maior necessidade. Mas aqui começa também o calvário desta personagem: as expectativas de um mundo pesam sobre esta guerreira singular, mas ainda desorientada perante a nova era. A reacção não poderia deixar de ser intempestiva; de vontade férrea, aceita a sua responsabilidade, mas nos seus próprios termos.

   Crescentemente, Calédra torna-se um “buraco-negro” que condiciona amigos e inimigos. Para além disso, é esta a personagem que marca todo o livro, e é ela que o carrega do princípio ao fim. Dona de uma personalidade indomável, revelando-se muitas vezes prepotente, arbitrária, ou apenas moralmente alheada, Calédra demonstra uma aposta de Pedro Ventura em criar uma protagonista em tudo diferente do molde já batido da comum fantasia épica.
Aliás, também o arco de história, que engloba mais do que este livro, deixa, principalmente na figura dos endeusados Holkan e da sua relação com Calédra, pistas que remetem esse mesmo registo de fantasia épica para um suspeito véu colocado sobre a nossa percepção da realidade.

Toda a narrativa está bem construída (para um volume que funciona como introdução a uma obra mais vasta), mas assenta fortemente na aceitação do leitor em se tornar em mais um dos seguidores indefectíveis de Calédra. Sem essa “submissão”, que o autor consegue lograr pelo arrojo com que impõe a protagonista, imagino que a leitura seja dificultada. Com uma escrita adulta, e um enredo que muito se aproxima de um espírito quase shakespeariano, Pedro Ventura faz poucas concessões ao facilitismo, ocupando uma posição na actual literatura fantástica nacional que, apesar de não esvaziada de executantes, era urgente reforçar.

   A linguagem utilizada poderá revelar-se outro ponto de ruptura. Assumidamente grandíloquo, poderá para alguns leitores ser insuportavelmente pomposa. Verdadeiramente, o nível de tolerância é marcado pela imersão que o leitor ser permitirá ter na história. E esta limitação inicial acaba por ser uma mais-valia para o seguimento da leitura; quer quando existem alguns episódios cuja exposição está menos conseguida, quer quando as atitudes das personagens dificultam a manutenção de empatia ou identificação do leitor com as mesmas. Mas para quem lá chegar, a leitura já se terá tornado compulsiva.

   Apresentando-se como um (re)início ambicioso, e deixando no final das suas páginas a promessa de maiores revelações num volume vindouro,Regresso dos Deuses – Rebelião marca, em boa hora, a “descoberta” de Pedro Ventura pelo grande público. Estão de parabéns o autor e a editora, por esta honrosa adição à colecção Via Láctea."

 

 

 

Rogério Ribeiro ( editor, membro-fundador e presidente da Épica – Associação Portuguesa do Fantástico nas Artes, e organizador do Fórum Fantástico )

Regresso dos Deuses - Rebelião (Sofia Teixeira - Blog Morrighan)

28.04.12

 

 

 

 

 

"Apesar de estar inserido na colecção Via Láctea, 'O Regresso dos Deuses - Rebelião' não é tanto um livro de fantasia enquadrado nos padrões habituais, contendo sim elementos sobrenaturais que lhe dão um toque mais místico.
Outro ponto de ruptura com o fantástico a que estamos habituados, é a caracterização da personagem principal. Ao invés de termos a parte feminina mais fraca em que existe uma masculina claramente dominante que tem como função proteger a mulher frágil, aqui temos uma protagonista em que ela é que está despida de qualquer fraqueza aparente tendo uma personalidade extremamente forte, um carácter determinado e um punho de ferro. Calédra Denaris é sem dúvida uma personagem enigmática, obscura e ao mesmo tempo fascinante na sua frieza em relação ao que a rodeia."

 

 

 

 

 

 

 

GOOR IS BACK *

30.03.12

Antevisão do projecto de capa (sujeito a alterações)

 

 

 

“Lembro que cando rematei de lér a segunda novela de Pedro Ventura (Goor II – A Crónica de Feaglar, aló polo 2007) puiden dicir sen temor ao ridículo que viña de rematar a millor novela de xénero fantástico da miña vida. Aquela novela era o cabo a unha história de coraxe, aventuras e humanidade que tan só facían desexar lér mais e mais (…)”

in Nova Fantasia

 

 

* provavelmente em meados de Maio.

Goor is Back!*

21.03.12

Antevisão do projecto de capa (sujeito a alterações)

 

 

 

“Lembro que cando rematei de lér a segunda novela de Pedro Ventura (Goor II – A Crónica de Feaglar, aló polo 2007) puiden dicir sen temor ao ridículo que viña de rematar a millor novela de xénero fantástico da miña vida. Aquela novela era o cabo a unha história de coraxe, aventuras e humanidade que tan só facían desexar lér mais e mais (…)”

in Nova Fantasia

 

 

* provavelmente em meados de Maio.

 

 

Goor is back!

16.03.12

 Devido aos muitos pedidos para adquirir estes livro que, desde 2007/2008 estão esgotados, está a ser equacionada uma reedição dos mesmos em 2012 sob uma chancela diferente.

  Essa possível reedição terá em conta dois princípios:

 

  •   Conseguir um preço de capa acessível (abaixo dos 20 euros da 1ª edição - que julgo ser demasiado para os dias que correm);
  •   Permitir que os "Goor" possam chagar ao Brasil por livro e/ou ebook.
"Regresso a Goor, mundo fantástico capaz de fazer corar o Senhor dos Anéis!"
in Correio da Manhã

Vai submeter-se ou aderir à Rebelião?

12.03.12

 

"Diferente. Ambicioso. Eloquente, O Regresso dos Deuses – Rebelião é o tipo de livro que qualquer aficionado por fantasia épica deveria experimentar. Lá por ser português não é motivo para se passar ao lado ou para se julgar sinónimo de pouca qualidade, muito pelo contrário. Tratando-se de uma obra nacional, é de enfatizar a importância para o reportório português que obras deste carácter têm. Caso a sinopse lhe tenha surtido interesse, aventure-se; caso não, aventure-se de igual forma. Valerá a pena."

 

in Pedacinho Literário

 

 

 

 

 

"uma obra de um autor português de grande qualidade, que foge de forma determinada ao esterótipo da donzela em perigo que vai ser salva pelo guerreiro forte e musculado. É uma obra quase desprovida de romance pitoresco, indo muito mais além na abordagem ao íntimo do ser humano revendo valores, pondo em causa o que está certo ou errado sendo claro que tudo acaba por depender de uma certa subjectividade do sujeito que interpreta os factos."
Sofia Teixeira - Blog Morrighan

Goor - A Crónica de Feaglar

28.02.12

  Devido aos muitos pedidos para adquirir estes livro que, desde 2007/2008 estão esgotados, está a ser equacionada uma reedição dos mesmos em 2012 sob uma chancela diferente.

  Essa possível reedição terá em conta dois princípios:

 

  •   Conseguir um preço de capa acessível (abaixo dos 20 euros da 1ª edição - que julgo ser demasiado para os dias que correm);
  •   Permitir que os "Goor" possam chagar ao Brasil por livro e/ou ebook.
"Regresso a Goor, mundo fantástico capaz de fazer corar o Senhor dos Anéis!"
in Correio da Manhã

Regresso dos Deuses - A Rebelião continua em 2012

28.01.12

 

 

Diferente. Ambicioso. Eloquente, O Regresso dos Deuses – Rebelião é o tipo de livro que qualquer aficionado por fantasia épica deveria experimentar. Lá por ser português não é motivo para se passar ao lado ou para se julgar sinónimo de pouca qualidade, muito pelo contrário. Tratando-se de uma obra nacional, é de enfatizar a importância para o reportório português que obras deste carácter têm. Caso a sinopse lhe tenha surtido interesse, aventure-se; caso não, aventure-se de igual forma. Valerá a pena. 


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O Regresso dos Deuses – Rebelião (Nova Fantasia)

28.01.12

O Regresso dos Deuses - Rebelião

Calificación: Calificación Calificación Calificación
Pedro Ventura
Editorial: Presença (2011)

Lembro que cando rematei de lér a segunda novela de Pedro Ventura (Goor II – A Crónica de Feaglar, aló polo 2007) puiden dicir sen temor ao ridículo que viña de rematar a millor novela de xénero fantástico da miña vida. Aquela novela era o cabo a unha história de coraxe, aventuras e humanidade que tan só facían desexar lér mais e mais.

Agora, por fin e após dunha longa espera de catro anos, chega un novo libro do mesmo autor. Non é exactamente unha continuación das mesmas aventuras, porque se pode lér perfectamente por separado, pero si que está mergullada no mesmo universo… só que uns cantos anos despois. Após dun longo sono de várias décadas, Calédra, a bela guerreira aurabrana, esperta subitamente nunha realidade que lle é estraña, un tempo que non é o seu. A antiga raiña dos aurabranos é unha persoa altiva, arrogante, sobérbia, de ética mais ca dubidosa… pero tamén valente, poderosa, compasiva… é moito mais humana do que a ela mesma lle gustaría ser.

A novela contará-nos algúns anacos da súa história pasada e as aventuras do seu trepidante presente, nun mundo dominado polos Holkan, unha raza de seres que invadiron o antigo reino de Feaglar e que queren facer-se co resto dos Sete Reinos. Calédra, xa convertida en protagonista única e indiscutíbel desta história, pasará algún tempo antes de querer recoñecer que a súa misión é impedir que os Divinos conquisten o mundo, ainda que iso supoña loitar liderando aos humanos, unha raza da que ela non forma parte.

As dúas anteriores novelas de Ventura deixaban cunha dobre sensación: a de ter lido algo extraordinário, unha literatura que mistura á perfección a épica e o drama, e a de querer continuar lendo, coidando que isto non pode rematar así. Nesta ocasión a sensación é a de que a novela é unha longa introdución a un persoaxe que xa coñeciamos, a outros novos que van desaparecendo dun xeito inesperado e aos fillos dos fillos dos que só fica unha sombra da grandeza dos seus antepasados; pero ao remate, coma nunha curva expoñencial, o interese do leitor aumenta até que ficamos no médio dun cliffhanger que non só merece senón que esixe unha continuación inmediata.

En resumidas contas, unha novela cuxo nivel se achega moito áGoor I. Tan só cabe agardar que a continuación sexa alomenos unha pálida sombra do que foi Goor II, porque iso xa sería abondo como para lle outorgar a nosa confianza.

Natal 2011 - Regresso dos Deuses - Rebelião (Editorial Presença)

06.12.11

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não deixe para a última as suas compras de Natal! Este ano ofereça livros! Ofereça o livro Regresso dos Deuses - Rebelião, um romance épico nacional que tem vindo a conquistar o público!

 

 

 

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Desafie os Deuses! Regresso dos Deuses - Rebelião (Editorial Presença)

29.09.11

 

 

 

 

 

 

Regresso dos Deuses - Rebelião! Vai submeter-se ou aceitar o desafio?

 

 

 

 ‎"Decididamente, a colecção Via Láctea ganha originalidade e novo fôlego – o que espero seja só o começo! Recomendado a todos os que gostam do género épico/fantástico e também aos que não gostarem."

 


Andreia Torres

 

 

‎"Cativante, uma história onde todo um conflito de raças e de valores se concentra numa figura que, não o sendo, reflecte simultaneamente o melhor e o pior da natureza humana e que, de um início intrigante a um final que deixa muitas perguntas no ar, nunca perde o interesse, quer pela história, quer pelas figuras que a definem. Muito bom."

Carla Ribeiro

 

 

A Editorial Presença fez uma boa aposta em Pedro Ventura, um autor português possuidor de uma boa capacidade escrita e ideias interessantes. Seria agradável que a editora revelasse interesse em publicar o trabalho anterior, já que não se encontra disponível, assim como na aposta de projectos futuros. 

 

 Sandra Carvalho

 

 Cláudia Sérgio

Entrevista de Pedro Ventura no Blog Morrighan

05.09.11
Feira do Livro de Lisboa 2011
Depois de uma primeira entrevista, antes da edição de o 'Regresso dos Deuses - Rebelião', aqui fica um pequeno apanhado dos últimos tempos na vida do autor:

Fala-nos sobre o teu regresso ao mundo literário, desta vez através de uma das maiores editoras em Portugal:

O meu regresso foi algo inesperado até para mim. Tinha o desejo de voltar a ter um livro meu editado mas, sinceramente, não fazia muito para que tal acontecesse. Não vivia (nem vivo) preocupado com o tal "mundo literário"... Aliás, nem sei muito bem o que isso é! Conheci pessoas interessantes, estabeleci novas amizades e tive alguns bons momentos que irei sempre recordar - esta é a minha melhor definição para essa vertente da minha vida, esse é o meu enriquecimento pessoal. Mentiria se dissesse que ter um um livro publicado não constitui um bom tónico para o ego... Mas fica por aí. É apenas uma parte do "meu mundo". 
Todavia, essa possibilidade acabou por surgir através da Presença. Como é óbvio, não hesitei e lancei o "Regresso dos Deuses - Rebelião". A Presença é uma grande editora e existem várias diferenças óbvias que consistem em, por exemplo, encontrar o meu livro à venda em praticamente todas as livrarias. Mas nem quero fazer este tipo de análise. O passado já lá vai e o que me interessa é o presente e o futuro - esses serão doravante os meus termos de comparação...


'O Regresso dos Deuses - Rebelião' é uma obra que tem personagens das tuas duas obras anteriores, os Goor. Quem não tiver lido os Goor vai ter dificuldades em integrar-se neste novo mundo?
Não. Apesar de perceber que alguns leitores - especialmente os que não leram os Goor - talvez gostassem de conhecer a fundo todas as referências que surgem neste livro, não se torna essencial para a sua compreensão. O enredo é autónomo e centrado na protagonista e numa conjuntura que é extraordinária. Perante a gravidade dos acontecimentos relatados não considerei essencial estar a colocar "notas de rodapé". As personagens interessam pelo papel que desempenham na acção. Julgo que seria penoso estar a explicar a origem de povos, a descrever a genealogia de personagens ou a desenvolver relações amorosas cuja longevidade poderá ser idêntica à de uma ephemeroptera... Mas percebo que haja quem saboreie esses pormenores. Eu próprio aprecio o pormenor mas tomei esta opção de forma consciente... No entanto, o livro pode ser explorado de outro modo. Existem inúmeras ideias que eu trouxe para a história e que os leitores podem escalpelizar. Não há muita coisa ao acaso... Por exemplo, a sociedade dhorian acaba por ser uma analogia e não um mero cenário impensado. E se coloco uma citação de um apócrifo no início do livro, faço-o com um objectivo claro. 


Por norma temos sempre heróis do sexo masculino em que um dos objectivos é proteger algures uma dama envolto num romance. Nesse aspecto tu trouxeste uma grande lufada de ar fresco com Caledra - a nossa heroína. Fala-nos um pouco sobre ela e porque optaste por uma protagonista deste género.
De facto, optei por uma protagonista feminina extremamente pragmática, poderosa e independente, aquilo a que vulgarmente se chama de "personagem forte". Ela não precisa que ninguém a proteja, tanto pode ser vil como bondosa, revela-se imperfeita como qualquer um de nós, rege-se uma "moral maleável" que se adapta às situações e aos seus objectivos e a verdade é que não tem condições para o (quase obrigatório) romance - sempre achei muito "hollywoodesca" a ideia ter de haver um namorico entre as personagens principais mesmo que estejam a poucos instantes do Apocalipse. Não me parece muito credível... Sou um acérrimo defensor de relacionamento fortes e genuínos (não sou um daqueles "ressequidos" que consideram obrigatório que tudo seja falso, trágico e disfuncional...) e não estou com isto a rebater a sua presença neste tipo de relatos (veja-se os Goor...) mas neste caso em concreto deixei de parte os relacionamentos amorosos. 
Julgo que Calédra é realmente uma lufada de ar fresco mas quem não estiver habituado pode até "constipar-se". Não é comum ver uma "heroína" que, a certa altura, até nos pode levar a não simpatizar com ela. Admito que não seja fácil gostar de alguém que abusa da sobranceria, que revela amiúde uma frieza cruel, uma teimosia exasperante e um espírito indomável - mesmo que também aqui resida algum do seu encanto. Ela é autêntica (ninguém é perfeito...) e não está naquela trama para agradar, está lá para tentar cumprir uma missão. Naquele contexto, uma personagem mais "fraca" não chegaria à pagina cinquenta... Ela é a pessoa certa no momento certo, mesmo que possa falhar nos seus intentos. Eu vejo as coisas assim: se estamos no deserto com o Afrika Korps pela frente, precisamos do Montgomery e não do Lenardo Di Caprio... Penso que Calédra acaba também por ser uma homenagem a todas as mulheres que não se reveem na fragilidade estereotipada que abunda na literatura, no cinema, etc. Porque não uma mulher como Calédra? Julgo que, no fim do livro, os leitores entenderão a sua personalidade e terão até uma forte empatia por ela.


O livro está inserido na Via Láctea que é caracterizada por ser uma colecção de fantasia. No entanto eu discordo um pouco dessa classificação em relação à tua obra. Como é que a classificas?

Sinceramente, não julgo que se trate de Fantasia, já que falta o fundamental elemento mágico e a habitual galeria de personagens associadas ao género. O mundo é imaginário e com um nível tecnológico comparável ao período medieval mas esses aspectos não definem o livro. Gosto de pensar no Regresso dos Deuses como um épico no qual coloquei indirectamente alguns temas que sempre me fascinaram: os mitos sumérios como os annunnaki e até alguns aspectos, mais ou menos nebulosos, da religião cristã. Mas também não saberia como o classificar... Será um romance épico com uma influência de imaginário "danikeniano"? Talvez... E essa influência não é assim tão invulgar como poderá parecer à primeira vista. A popular série Stargate, por exemplo, assenta muito do seu enredo nas hipóteses de Daniken. No fundo, trata-se de um cenário imaginário com uma boa dose de Fantástico e por essa razão julgo que encaixa perfeitamente na "Via Láctea".


Dando a minha opinião pessoal, gostava de ver os Goor reeditados numa edição de qualidade como foi este 'O Regresso dos Deuses'. Faz parte dos teus objectivos reeditá-los e fazê-los chegar mais facilmente às mãos dos teus leitores?
Ainda hoje, passados cinco anos desde o lançamento do Goor I, os livros continuam a ser motivo de grande interesse e procura - até no Brasil onde nem foram editados! Tenho algumas sugestões no sentido de os reeditar mas quero ponderar bem essa hipótese com a devida calma. Antes de mais terei de sondar o interesse da editora à que estou ligado e só depois pensar no futuro dos Goor. Tenho plena consciência de que eram livros mais "comerciais" do que o Regresso dos Deuses mas ainda não tenho qualquer certeza sobre o que irá acontecer. 


O que se segue? Algo mais parecido com os Goor ou com a esta tua obra mais recente?
Eu já tinha começado a escrever uma história na linha do Regresso dos Deuses mas parei a meio e ficou no "fundo da gaveta". Nem sei bem porquê... Foi uma daquelas decisões difíceis de explicar mas inquestionáveis. Recentemente iniciei algo diferente que também é uma continuação mas não tenho tido tempo nem a serenidade necessária para colocar no papel as ideias que tenho. Infelizmente, não posso fazer daqueles "retiros de inspiração" nas Maldivas ou coisa do género e o complicado quotidiano nem sempre me possibilita o prazer da escrita. Mas não tardará... Eheheh! 

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