Joaquim Fernandes

 

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No cume da ilha negra erguia-se a estátua de um homem. Assim conta a lenda. Esbatidas as feições de pedra, era clara a figura de um homem a cavalo que apontava a noroeste, em direcção ao Novo Mundo. Partindo da mística figura que consta dos primeiros relatos de chegada à Ilha do Corvo em 1452, o historiador Joaquim Fernandes procura a verdadeira origem desta ilha e dos povos que por ali passaram. Foram de facto os portugueses os primeiros a ali chegar? Um mistério a descobrir.

 

 

E se tudo não passasse de uma conspiração? E se as provas encontradas na Ilha do Corvo que provam a passagem dos fenícios pela ilha tivessem sido ali plantadas para colocar em causa as descobertas dos Portugueses e Espanhóis? E se a tal lenda de um tal cavaleiro em pedra que aponta, do mais alto cume da ilha, em direcção às Américas fosse apenas uma tentativa de insinuar a descoberta por outros povos do que Colombo definirá de Novo Mundo?

E se...?
E se...?

E se de facto existiu uma escultura, porque foi mandada retirar por D. Manuel? E como teriam chegado à ilha os vasos em cerâmica e a prata fenícia datadas de 340 a 320 a.C. ? Quem ali chegou, quem ali viveu, quem dali partiu em viagem até outros continentes?

Perguntas e hipóteses que Joaquim Fernandes ousa questionar. Historiador, especialista no estudo do imaginário português, dedica-se há mais de três décadas ao encontro de disciplinas como a ciência, tecnologia, medicina e sociedade. Tendo editado obras como «Fátima, nos bastidores do Segredo», «Silenciados e silenciosos. Religiosidade e espiritualidade em Portugal», este «O Cavaleiro da Ilha do Corvo» lança o leitor no encalço de um secular mistério histórico. Recolhendo provas e documentos, tenta ver para além deles e perceber as implicações de uma lenda – e como ela pode alterar toda uma perspectiva histórica. Desafiando as certezas, procura a verdade de uma pequena e negra ilha que parece afinal esconder um intemporal mistério.

publicado por sá morais às 22:34