Segundo o Diário Económico, a Byblos estava à procura de um parceiro que garantisse a viabilidade económica do projecto. Porém, tal não foi conseguido e, neste momento, já existem dívidas a fornecedores e editoras que se recusam a distribuir livros.

Além disso, explica o jornal, a empresa que faz segurança no edifício cumpriu ontem o seu último dia de trabalho na Byblos, enquanto os funcionários de restauração já saíram na terça-feira.

Já os colaboradores da Byblos não tinham sido ainda informados ontem pela administração sobre qual será o futuro da empresa. Mas o Diário Económico avança que o cenário mais provável é a venda a outro grupo, podendo a Byblos voltar a abrir mas com outro nome e outro proprietário.

Para hoje está marcada uma reunião com os funcionários da loja das Amoreiras que ficam hoje a conhecer o seu futuro.

SOL

 

Pelo que já li, culpa-se a crise pelo fecho da Byblos... Bem, eu confesso que não acredito muito nesta história da crise. Talvez haja crise para alguns, mas para esses crise não é novidade... Crise num país onde certos modelos automóveis topo de gama esgotam?... Bem... E os cerca de 140 telemóveis por 100 habitantes? Crise? Bem... O petróleo já baixou, o euribor também... Crise? A velha desculpa para a "velha" desgovernação, penso eu de que...

Mas vamos à Byblos! Será que o projecto não era um bocadinho megalómano? Vejamos:

 

!identificação por radiofrequência "único no mundo", todos os livros e estantes estão integrados numa rede informática para que sejam mais facilmente encontrados.

Haverá mais de 50 ecrãs e 12 postos de atendimento espalhados pela livraria para que cada comprador aceda ao "bilhete de identidade" do livro, caso não o encontre nas estantes.

Américo Areal, antigo dono das Edições Asa, investiu quatro milhões de euros nesta livraria, que integrará ainda um auditório, uma sala de exposições, uma cafetaria, uma área de venda de revistas e jornais, outra dedicada a CD, DVD e jogos de computador."

 

Este é um país de bola e novelas... Com uma pitadinha de medo da crise a dar sabor, uma localização da loja inadequada para a dimensão, enfim... E que tal apostar nas velhas livrarias tradicionais, com aquele cheirinho a livros, sem ecrãs nem geringonças? Quem realmente ama os livros vai a essas (e não a "supermercados de livros") e não deixará de ir! E que se tire o IVA dos livros ( ou o estado só tem dinheiro para dar a bancos de vígaros? As livrarias são um bom serviço público num país tão carente de cultura! ) e que as editoras ganhem juizinho na cabeça...

 

 

A BYBLOS FECHOU? O LIVRO NUNCA PERECERÁ! 

 

publicado por sá morais às 23:05