O Instituto Hidrográfico da Marinha Portuguesa está a analisar os dados que estão na origem da descoberta de uma "pirâmide" subaquática, com 60 metros de altura e oito mil metros quadrados de base, entre as ilhas de São Miguel e Terceira, nos Açores.

De acordo com o comandante da Zona Marítima dos Açores, contra-almirante Fernando Pires da Cunha, a descoberta de um praticante de pesca desportiva perto do Banco D. João de Castro carece de "análise" para avaliar a sua "autenticidade".

Fernando Pires da Cunha recordou ao SOL que a carta do mar dos Açores foi actualizada há dois anos e que, nesta altura, "não foi identificada qualquer estutura" com as características que Diocleciano Silva, veterinário de profissão, diz ter encontrado.

"Na altura procuramos sondas que pudessem constituir perigo para a navegação e não encontramos nada. Fizemos uma carta bastante extensiva e, julgamos nós, completa. Ainda assim, estamos analisar os dados", garantiu o comandante.

Ainda de acordo com Fernando Pires da Cunha, o Instituto Hidrográfico está a aguardar informações acerca do equipamento que fez a leitura batimétrica a partir do GPS instalado no barco de Diocleciano Silva e outros dados que o próprio diz ter.

Como zona vulcânica, não está afastada a possibilidade de a "pirâmide" ser apenas uma elevação no terreno e não um vestígio da Atlântida perdida, como defendeu Diocleciano Silva, de acordo com notícia avançada pela RTP-Açores.

publicado por sá morais às 21:02