Curtas por Andreia Torres: Avatar (Poul Anderson)

06.04.13

Bem, em primeiro lugar não estamos a falar do The High Crusade ou Operation Chaos, trata-se de Avatar - desenganem-se os que já se puseram a pensar no filme pois estamos a falar de Poul Anderson. Aqui falamos de um tipo com cascos!

As maiores críticas que tenho em relação a este livro prendem-se com a artificialidade dos diálogos (demasiado monocórdicos e formais), uma prosa (a poesia chega meter dó!) por vezes enfadonha, um erotismo que não sai de concepções de romantismo juvenil, ideais demasiado ingénuos para serem levados a sério (fora dos anos 60 e sem alguma mary jane) e personagens estereotipadas – Broderson é o perfeito rebelde, apenas traído por um coração “demasiado grande” (um alter-ego de Poul?) e Caitlin é tão perfeitinha (um ideal chauvinista?) que apetece espancá-la logo nas primeiras páginas. A contrabalançar estes aspectos negativos temos um fabuloso universo, complexo e apelativo, usando conceitos inovadores (na época) que seriam aproveitados até aos dias de hoje. O resultado final desta “pesagem” ainda hoje me deixa na dúvida. É certo que não é o melhor livro de PA, ficando-se nessa incerta mediania, mas sempre é melhor do que muita “coisa” que por aí anda. Fica como referência comparativa para futuras classificações.

publicado por Andreia Torres às 01:05

Seven Samurai (Akira Kurosawa - 1954)

06.04.13

publicado por Andreia Torres às 00:57

Psychological Disorders - O Filho de Odin...

06.04.13

( capa alternativa adequada à qualidade da “coisa” em questão )

Sei que este blog é essencialmente dedicado a livros, mas vou abrir uma excepção para algo num patamar que raia o inclassificável. A “coisa” (desculpa Carpenter mas o decoro levou-me a este eufemismo) chama-se O Filho de Odin e a pessoa que teve a triste ideia de o escrever com quinze anos dá pelo nome de João Zuzarte Reis Piedade. Um nome a reter pelas mesmas razões que nos levam a recordar coisas como Antraz ou Sarin.

Ponto um: a idade não é desculpa. A edição não é de autor. A falta de consciência num indivíduo é um defeito grave, haver quem amplifique essa falha de personalidade gera quase sempre uma ocorrência desastrosa. Neste caso, os “amplificadores” foram “apenas” uma das mais conhecidas editoras portuguesas. É escandaloso que haja quem publique uma “coisa” destas. É imoral que este cagunço tenha um livro publicado, quando tantos outros não o conseguem fazer, tendo mais talento – o que não é nada difícil. Complicado será o oposto…

Como é que ele conseguiu tal façanha? Bem, até na literatura o compadrio (a vulgar cunha) consegue o impensável. O rapaz (no meu tempo chamado de “beto”) tem uma família influente… Conseguiu até ter na contra-capa comentários de individualidades como Ruy de Carvalho – estaria de posse das suas faculdades mentais? Uma coisa é certa, depois de ter gabado este livro, Ruy de Carvalho comprometeu a sua imagem de pessoa inteligente e lúcida. Depois disto, julgo que só terá competência moral para comentar talões de hipermercado. E tudo são facilidades para o petulante (afirma que a sua redacção da primária ainda será argumento de um filme!!!!) rapaz que consegue uma divulgação mediática à custa dos amiguinhos da família. Vergonhoso! Mas sei que em Portugal estaesperteza saloia é um tipo de excepção tão vulgar que acaba por se tornar regra…

No que concerne à escrita, só posso imaginar que o rapaz ainda estará retido na quarta classe (estou a ser optimista) e que todos os revisores da Gailivro deviam estar de férias – esta conjectura é apenas para me serenar. No que diz respeito ao enredo, vou usar as próprias palavras do garatujador (não consigo usar a palavra escritor, mesmo que quisesse): ‘No meu livro, elevo a magia a níveis não infantis. No meu livro não há varinhas e pode-se usar a magia através das mãos e das armas [magia 'hardcore']. É um ‘Dragonball’ mais abusado.’. Ah! Então pronto! Sendo assim, “abusado”, “hardcore” e “elevado” ao estilo Dragonball, será certamente uma coisa adulta e original! Na verdade, a “coisa” é uma ilógica sarrabulhada de arquétipos da Fantasia e dos jogos de beat ‘em up. Há de tudo: plágios, personagens com a profundidade intelectual de uma bactéria (ou menos), erros ortográficos, incongruências, erros históricos, disparates irracionais, etc. A lista é longa! Comparada com isto, a bula da Aspirina é uma obra-prima da literatura!

 Um narcisismo pueril, aliado a uma total inconsciência e a referências como anime e videojogos acaba por resultar nesta “pérola”. Estritamente recomendada a quem se conseguir rir de desgraças alheias ou pretenda mergulhar num profundo estado traumático. Uma coisa é certa: a literatura nacional não necessitava de tal tumor.

O rabiscador teve ainda a lata de pedir às empresas de videojogos para não copiarem as suas ideias. Sim, é verdade! Será o efeito de algum cogumelo fora de validade?

O único aspecto positivo acaba por ser a capa do Pedro Pires. A locução latina margaritas ante porcos aplica-se aqui numa sublime perfeição.

Obrigado Gailivro por mais uma vergonha para a literatura portuguesa! Penso sinceramente que a editora devia ser processada por danos gravosos contra a literatura e por crime ecológico, visto terem sido abatidas árvores para que tal aberração fosse publicada. E saber que haverão mais “coisas” destas?

The horror, the horror!

publicado por Andreia Torres às 00:54

True Alice...

06.04.13

publicado por Andreia Torres às 00:50

Curtas por Andreia Torres: Startide Rising - David Brin

06.04.13



Startide Rising [Maré Alta Estelar] (1983) Parte da saga de David Brin. Temos neste livros a temática da “criação de racionalidade” ( uplift ), algo que hoje levanta algumas questões e que o autor trata de forma muito satisfatória. Este tema que surge igualmente em obras com A Ilha do Dr. Moreau, A Guerra das Salamandr…as e O Vale da Criação. O exemplo mais conhecido será O Planeta dos Macacos em que esse processo é apresentado como natural – atenção que o filme tem pouco que ver com o livro! Harlan Ellison também trilhou este caminho, apesar de voltar ao estafado e limitado tema das experiências militares. Prefiro a visão universalista de Brin.

publicado por Andreia Torres às 00:47

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