Homenagem a H. P. Lovecraft

29.12.10

Howard Phillips Lovecraft nasceu às 9 da manhã do dia 20 de Agosto de 1890, na casa de sua família, no número 454 (na época, 194) da Angell Street, em Providence, Rhode Island. Sua mãe era Sarah Susan Phillips Lovecraft, cuja ancestralidade ascendia à chegada de George Phillips a Massachusetts, em 1630. Seu pai era Winfield Scott Lovecraft, vendedor ambulante da Gorham & Co., Silversmiths, de Providence. Quando Lovecraft tinha três anos, seu pai sofreu um colapso nervoso num quarto de hotel em Chicago e foi trazido de volta para o Butler Hospital, onde permaneceu por cinco anos até morrer em 19 de julho de 1898. Aparentemente, Lovecraft aprendeu que seu pai esteve paralisado e em coma durante esse período, mas as evidências sugerem que não foi isso que aconteceu. É quase certo que o pai de Lovecraft morreu de sífilis.

Com a morte do pai, a responsabilidade de criar o filho recaiu sobre a mãe, duas tias e, em especial, sobre seu avô, o proeminente industrial Whipple Van Buren Phillips. Lovecraft foi uma criança precoce: aos dois anos já recitava poesia e aos três já lia. Foi nessa época que adaptou o pseudónimo de Abdul Alhazred, que mais tarde se tornaria o autor do mítico Necronomicon. No ano seguinte, porém, seu interesse por assuntos árabes foi eclipsado pela descoberta da mitologia grega, colhida na Age of Fable de Thomas Bulfinch e em versões para crianças da Ilíada e da Odisseia. Com efeito, o mais antigo de seus escritos que se conhece, “O poema de Ulisses” (1897), é uma paráfrase da Odisseia em 88 versos com rimas internas. Mas Lovecraft, por esse tempo, já havia descoberto a ficção fantástica, e sua primeira história – “The Noble Eavesdropper” (O nobre mexeriqueiro) –, que não chegou até nós, parece remontar a 1896. Seu interesse pelo fantástico proveio de seu avô, que entretinha Lovecraft com histórias improvisadas, à maneira gótica.

Enquanto menino, Lovecraft foi um tanto solitário e sofreu de doenças freqüentes, muitas, aparentemente, de natureza psicológica. Frequentou de maneira esporádica a Slater Avenue School, mas encharcou-se de informações por meio de leituras independentes. Por volta dos oito anos, descobriu a ciência, primeiro a química, depois a astronomia. Passou a produzir jornais em hectógrafoThe Scientific Gazette (A Gazeta Científica) e The Rhode Island Journal of Astronomy (Folha de Astronomia de Rhode Island) –, para serem distribuídos entre amigos. Quando foi para a Hope Street High School (nível colegial), encontrou afinidade e encorajamento tanto nos professores quanto nos colegas e desenvolveu várias amizades bastante duradouras com rapazes da sua idade. A estreia de Lovecraft em letra impressa ocorreu 1906, quando enviou uma carta tratando de assunto astronómico ao Providence Sunday Journal. Pouco depois, começou a escrever uma coluna mensal de astronomia para o Pawtuxet Valley Gleaner, um jornalzinho rural. Mais tarde escreveu colunas para o Providence Tribune (1906-8) e o Providence Evening News (1914-1918), bem como para o Asheville (N. C.) Gazette-News (1915).

Em 1904, a morte do avô de Lovecraft e a subsequente dilapidação de seu património e negócio mergulharam a família em sérias dificuldades. Lovecraft e sua mãe se viram forçados a abandonar a glória de seu lar vitoriano para morar numa residência apertada, no número 598 da Angell Street. Lovecraft ficou arrasado com a perda do lar natal. Aparentemente, ele teria pensado em suicídio, enquanto passeava de bicicleta e contemplava as profundezas escuras do rio Barrington. Mas o gosto de aprender baniu esses pensamentos. Em 1908, porém, pouco antes de sua formatura no colégio, sofreu um colapso nervoso que o obrigou a deixar a escola sem receber o diploma. Esse fato e o consequente fracasso em tentar entrar para a Brown University sempre o envergonharam nos anos posteriores, não obstante ter sido ele um dos autodidactas mais formidáveis de seu tempo. Entre 1908 e 1913, Lovrecraft viveu praticamente como um eremita, dedicando-se quase só aos seus interesses astronómicos e a escrever poesia. Ao longo de todo esse período, Lovecraft se envolveu numa relação fechada e pouco saudável com a mãe, que ainda sofria com o trauma da doença e morte do marido e que desenvolveu uma relação patológica de amor-ódio com o filho.

Lovecraft emergiu de seu eremitério de maneira bastante peculiar. Tendo começado a ler os primeiros magazines pulp de sua época, ficou tão irritado com as insípidas histórias de amor de um certo Fred Jackson, no Argosy, que escreveu uma carta em versos, atacando Jackson. A carta foi publicada em 1913, suscitando uma tempestade de protestos por parte dos defensores de Jackson. Lovecraft se meteu num debate acalorado na coluna de cartas do Argosy e dos magazines congéneres, aparecendo as suas respostas quase sempre em dísticos heróicos e humorísticos, descendentes de Dryden e Pope. A controvérsia foi notada por Edward F. Daas, presidente da United Amateur Press Association (Associação Unida de Imprensa Amadora, UAPA), um grupo de escritores amadores de todo o país que escreviam e publicavam os seus próprios magazines. Daas convidou Lovecraft a se juntar à UAPA, e Lovecraft fez isso nos começos de 1914. Lovecraft publicou treze edições de seu próprio periódico, The Conservative (O conservador, 1915-23), e também enviou volumosas contribuições de poesia e ensaios para outros jornais. Mais tarde, tornou-se presidente e editor oficial da UAPA, actuando ainda, por breve período, como presidente da rival National Amateur Press Association (Associação Nacional de Imprensa Amadora, NAPA). Essas experiências podem ter salvado Lovecraft de uma vida de reclusão improdutiva; como ele mesmo disse certa vez: “Em 1914, quando a mão amigável do amadorismo se estendeu para mim, eu estava tão próximo do estado de vegetação quanto qualquer animal... Com o advento da [Associação] Unida, ganhei uma renovação de vida, um senso renovado da existência como sendo algo mais que um peso supérfluo, e encontrei uma esfera na qual podia sentir que meus esforços não eram totalmente fúteis. Pela primeira vez, pude imaginar que minhas investidas desajeitadas no campo da arte eram um pouco mais do que gritos débeis perdidos no mundo indiferente.”

Foi no universo amador que Lovecraft recomeçou a escrever sua ficção, abandonada em 1908. W. Paul Cook e outros, percebendo as promessas dessas primeiras histórias, tais como The beast in the cave (A besta na caverna, 1905) ou The alchemist (O alquimista, 1908), instaram Lovecraft a retomar a pena. E foi o que Lovecraft fez, escrevendo, num jorro, The tomb (A tumba) e Dagon no verão de 1917. Depois, Lovecraft manteve um constante, porém esparso, fluxo de ficção, embora até pelo menos 1922 a poesia e os ensaios ainda fossem os seus modos predominantes de expressão. Lovecraft também se envolveu numa rede sempre crescente de correspondência com amigos e associados, o que o tornou um dos maiores e mais prolíficos missivistas do século.

A mãe de Lovecraft, com sua condição mental e física deteriorada, sofreu um colapso nervoso em 1919, dando entrada no Butler Hospital, de onde, tal como seu marido, jamais sairia. Sua morte, porém, ocorrida em 24 de Maio de 1921, deveu-se a uma cirurgia mal conduzida de vesícula. Lovecraft sofreu profundamente com a perda da mãe, mas em poucas semanas se recuperou o suficiente para comparecer a uma convenção de jornalismo amador em Boston, a 4 de Julho de 1921. Foi nessa ocasião que viu pela primeira vez a mulher que se tornaria sua esposa. Sonia Haft Green era judia-russa, com sete anos a mais que Lovecraft, mas ambos parecem ter encontrado, pelo menos no início, bastante afinidade um no outro. Lovecraft visitou Sonia em seu apartamento no Brooklyn em 1922, e a notícia de seu casamento – em 3 de Março de 1924 – não foi surpresa para seus amigos, mas pode ter sido para as duas tias de Lovecraft, Lillian D. Clark e Annie E. Phillips Gramwell, que foram notificadas por carta só depois que a cerimónia ocorreu. Lovecraft se mudou para o apartamento de Sónia no Brooklyn, e as perspectivas iniciais do casal pareciam boas: Lovecraft  angariara posição como escritor profissional, por meio da aceitação de várias de suas primeiras histórias na Weird Tales, o célebre magazine fundado em 1923, e Sonia tinha uma loja de chapéus bem-sucedida na Quinta Avenida, em Nova York.

Mas os problemas chegaram para o casal quase imediatamente: a loja de chapéus faliu, Lovecraft perdeu a chance de editar um magazine associado à Weird Tales (para o que seria necessário que se mudasse para Chicago), e a saúde de Sónia se esvaiu, obrigando-a a passar uma temporada no sanatório de Nova Jersey. Lovecraft tentou garantir trabalho, mas poucos estavam dispostos a empregar um “velho” de trinta e quatro anos que não tinha experiência. Em primeiro de Janeiro de 1925, Sonia foi trabalhar em Cleveland, e Lovecraft se mudou para um apartamento de solteiro, junto a um sector decadente do Brooklyn, denominado Red Hook.

Embora tivesse muitos amigos em Nova York – Frank Belknap Long, Rheinhart Kleiner, Samuel Loveman –, Lovecraft tornou-se cada vez mais depressivo, devido ao isolamento em que vivia e às massas de “forasteiros” na cidade. Sua ficção passou do nostálgico (“The shunned house” – 1924 – se passa em Providence) para o frio e misantrópico (“The horror in Red Hook” e “He” – ambas de 1924 – expõem claramente seu sentimento por Nova York).  Finalmente, no início de 1926, fizeram-se planos para a volta de Lovecraft a Providence, da qual sentia tanta falta. Mas onde se encaixava Sonia nesses planos? Ninguém parecia saber, muito menos Lovecraft. Embora continuasse a professar sua afeição por ela, acabou concordando quando suas tias se opuseram à vinda dela a Providence, para iniciar um negócio: seu sobrinho não podia manchar-se com o estigma de uma esposa que era negociante. O casamento praticamente acabou, e o divórcio – ocorrido em 1929 – foi inevitável.

Quando Lovecraft retornou a Providence, em 17 de abril de 1926, para morar na Barnes Street, ao norte da Brown University, não foi para se sepultar, conforme fizera no período de 1908-1913. De fato, os últimos dez anos de sua vida foram o tempo de seu maior florescimento, tanto como escritor quanto como ser humano. Sua vida era relativamente pobre de ocorrências – viajou largamente por vários lugares antigos ao longo da costa leste (Quebec, Nova Inglaterra, Filadélfia, Charleston, Santo Agostinho); escreveu sua melhor ficção, isto é, desde “The call of Cthulhu” (O chamado de Cthulhu, 1926) até “At the mountains of madness” (Nas montanhas da loucura, 1931) e “The shadow out of Time” (A sombra dos tempos, 1934-1935); e continuou sua correspondência vasta e prodigiosa –, mas tinha encontrado seu nicho como escritor de ficção fantástica da Nova Inglaterra e também como homem de letras. Estimulou a carreira de muitos autores jovens (August Derleth, Donald Wandrei, Robert Bloch, Fritz Leiber); voltou-se para as questões políticas e económicas, quando a Grande Depressão o levou a apoiar Roosevelt e a se tornar um socialista moderado; e continuou absorvendo conhecimento num largo espectro de temas, de filosofia até literatura, história e arquitectura.

Nos últimos dois ou três anos de sua vida, no entanto, Lovecraft passou por alguns apertos. Em 1932, morreu a sua amada tia Mrs. Clark, e ele se mudou para o número 66 da College Street, atrás da John Hay Library, levando consigo sua outra tia, Mrs. Gamwell, em 1933. (Esta casa é agora o número 65 da Prospect Street.) Suas últimas histórias, cada vez mais longas e complexas, eram difíceis de vender, e ele foi forçado a ganhar seu sustento às custas de muita “revisão” ou trabalho como ghost-writer de histórias, poesia e obras não-ficcionais. Em 1936, o suicídio de Robert E. Howard, um de seus correspondentes mais chegados, deixou-o desorientado e triste. Por essa época, a doença que o levaria à morte – um cancro no intestino – havia progredido tanto que pouco se podia fazer para tratá-la. Lovecraft tentou resistir, às dores crescentes, através do Inverno de 1936-1937, mas finalmente teve de dar entrada no Jane Brown Memorial Hospital, em 10 de março de 1937, onde morreu cinco dias depois. Foi sepultado em 18 de Março, no jazigo da família Phillips, no Swan Point Cemetery.

É provável que, percebendo a aproximação da morte, Lovecraft tenha entrevisto o esquecimento final de sua obra: nunca teve um único livro publicado em toda a vida (a não ser, talvez, a péssima edição de The shadow over Innsmouth – A sombra sobre Innsmouth, de 1936), e suas histórias, ensaios e poemas jaziam espalhados por uma porção desconcertante de pulp magazines amadores. Mas as amizades que ele tinha forjado só por correspondência lhe valeram aqui: August Derleth e Donald Wandrei estavam determinados a preservar dignamente as histórias de Lovecraft num um livro de capa dura e criaram ao selo editorial Arkham House, destinado inicialmente à publicação de Lovecraft. Editaram The outsider and the others (O forasteiro e outras histórias), em 1939. Diversos outros volumes se seguiram pela Arkham House, até que a obra de Lovecraft passou ao papel e foi traduzida em uma dúzia de línguas. Hoje, no centenário de seu nascimento, suas histórias estão disponíveis em edições com texto corrigido, seus ensaios, poemas e cartas circulam amplamente, e muitos estudiosos  têm comprovado as profundidades e complexidades de sua obra e de seu pensamento. Falta muito a ser feito no estudo de Lovecraft, mas é correcto dizer que, graças ao mérito intrínseco de seu trabalho e à diligência de seus associados e fãs, Lovecraft conquistou um pequeno, mas inexpugnável, nicho no cânone das literaturas americana e mundial.

(S.T. Joshi – tradução de Renato Suttana, adaptação por Pedro Ventura )

Já faltava uma homenagem a este grande mestre da literatura.

publicado por sá morais às 21:13

Read Ted Chiang's groundbreaking novella about artificial intelligence online

29.12.10

Read Ted Chiang's groundbreaking novella about artificial intelligence online

 

Ted Chiang's novella The Life Cycle of Software Objects takes a breathtakingly fresh approach to the development of artificial intelligence, and keeps you guessing with its constantly evolving plot. And now you can read the whole thing online.

We reviewed this novella last summer, and here's what we said:

Ted Chiang's new novella, The Life Cycle of Software Objects, will change how you think about A.I.... Chiang's longest work to date is pure idea crack. Writing a longer work doesn't make the award-winning short-story writer spread out his legendary inventiveness and gift for challenging the reader - if anything, he goes into overdrive. The Life Cycle of Software Objects keeps surprising you... It's not just the best book about artificial intelligence you'll read this year - it's one of the best science fiction books, period.

publicado por sá morais às 16:11

Reescrevendo a História

29.12.10

400,000 year old teeth could rewrite the evolutionary history of our species

400,000 year old teeth could rewrite the evolutionary history of our species

Eight recently discovered teeth are very similar to those of modern humans and date back 400,000 years... 200,000 years older than our species is supposed to be. To explain this mystery, we must retrace human evolution.

The Teeth in the Cave

The finding sparks a major mystery in the story of human evolution. All previous evidence - and there's an awful lot of previous evidence - had suggested the first anatomically modern humans emerged from archaic Homo sapiens about 200,000 years ago, and then only in Africa. So what are teeth that apparently belong to an anatomically modern human doing in an Israeli cave 400,000 years ago?

400,000 year old teeth could rewrite the evolutionary history of our species

That's the mystery that paleontologists will now have to deal with. Tel Aviv University's Avi Gopher led the team that made the find. He explains just what they discovered in the cave:

"Our cave was used for a period of about 250,000 years — from about 400,000 years ago to about 200,000 years ago. The teeth are scattered through the layers of the cave, some in the deeper part, that is to say from 400,000 years and through all kinds of other layers that can be up to 200,000 years. The oldest are 400,000 years old. It is accepted at the moment that the earliest Homo sapiens that we know is in east Africa and is 200,000 years old — or a little less. We don't know of anywhere else where anyone claims to have an earlier Homo sapiens."

It's a dramatic discovery, and it's always good to be skeptical about something that seems to rewrite everything we know about a given field. (Just look at NASA's recent purported discovery of arsenic-based life.) But Gopher points out that they discovered the teeth back in 2006, and it's only after four years of testing and analysis, not to mention locating additional samples, that the team has published their findings. The researchers dated stalagmites, stalactites, and other material in the cave to arrive at the most accurate possible date for the teeth.

Although Gopher and his team were cautious about publishing their data, now that it's out there he isn't coy about what this could mean for the study of human evolution. As he explained in an interview with the BBC:

"This conclusion may be of great importance because it may be a first hint at changing some of the paradigms we are used to use in human evolution."

The story of human evolution is a complex one, and we still don't know all the details. Still, if we're going to understand what this discovery means, we need to understand a little of the story of the Homo genus. So here's a short version of how we get from the earliest hominids to modern humans.

Erectus and Ergaster: The First African Migration

The Homo genus, of which humans are the only surviving members, diverged from our more basic australopithecine ancestors about 2.4 million years ago with the emergence ofHomo habilis. This species, the most primitive of our Homo ancestors, originated in Africa and is not thought to have left the continent during its roughly one million years of existence as a species.

400,000 year old teeth could rewrite the evolutionary history of our species

We don't know exactly how all the different Homo species fit together - we don't know, for instance, whether Homo habilis is a direct ancestor of humans - but roughly two million years ago, two new species emerged: Homo ergaster and Homo erectus. Again, we don't know a lot of the finer details of these two species; in fact, we're not even 100% certain that these are even separate species.

Ergaster and erectus went down very different paths. While Homo ergaster remained in Africa, Homo erectus spread out across Eurasia, reaching from Spain to China and Indonesia. Both species are thought to be a major step forward towards many of the traits we associate with modern humans, being the first hominid species to use complex tools, hunt in coordinated groups, and take care of the weak in their groups. These species might even have had some basic language abilities.

400,000 year old teeth could rewrite the evolutionary history of our species

Homo erectus and Homo ergaster were arguably the two most successful species in the history of our genus, living for nearly two million years and only dying out less than 100,000 years ago. Indeed, it might be even more recent than that, if Homo floresiensis, the so-called "hobbits" of Indonesia that died out as recently as 13,000 years ago, really were erectusdescendants.

Homo heidelbergensis and the Second Migration

But from the African ergaster came a new species, Homo heidelbergensis, which first emerged in Africa about 600,000 years ago. Although heidelbergensis is now one of the more obscure hominids, they were a very advanced species, with brain capacity very similar to ours and some shockingly modern customs, including perhaps burial of their dead. They stood an average of six feet tall, and they were more muscular than we tend to be, makingHomo heidelbergensis one of the most powerful members of our genus.

400,000 year old teeth could rewrite the evolutionary history of our species

Homo heidelbergensis probably supplanted Homo ergaster and then split off into a couple different main groups, similar to how ergaster and erectus had split apart about a million years previously. This spawned the second African migration, in which part ofheidelbergensis left Africa and spread out into Europe and western Asia.

By about 300,000 years ago, Neanderthals had emerged from these heidelbergensismigrants. Neanderthals were close relatives of their heidelbergensis ancestors. Although Neanderthals were shorter, they retained the muscular build of their forebears, with similarly large brow-ridges and protruding face.

400,000 year old teeth could rewrite the evolutionary history of our species

It's not known exactly what happened between the erectus groups that had already colonized Eurasia and the incoming heidelbergensis and Neanderthal groups, as the fossil record isn't precise enough to reveal what, if any, overlap there was between the two waves of migration.

It's possible that Homo erectus had already died out, that the new arrivals simply outbred their predecessors, or even that Neanderthals actually actively wiped out erectus, although that possibility should probably be considered the least likely in the absence of any evidence to back up such a dramatic idea.

The Emergence of Homo sapiens

In any event, while Neanderthals emerged in Eurasia, Homo heidelbergensis gave rise to another successor species back in Africa. Although we still don't know all the exact steps in between, around 200,000 years ago Homo sapiens emerged.

According to the current scientific consensus, known as the Recent African Origin model, humans only left Africa around 60,000 years ago, an idea backed up by studies of mitochondrial DNA and recent anthropological findings. (We can save a more detailed explanation as to how we got to this theory, particularly the role of DNA studies, for another time, as that really is its own topic.)

Most scientists favor this model to the competing multiregional origin model. The latter theory holds that modern humans actually evolved from whichever group of Homo erectushad colonized their part of the world, creating a single continuous species with a global evolutionary history. This theory doesn't have many proponents, particularly because it's thought to have trouble explaining just how different groups of humans could have maintained their ability to interbreed while pursuing parallel evolutionary lines.

So, let's recap. Modern humans are only 200,000 years old, although we do have closely related archaic ancestors that are significantly older. Indeed, there's still plenty of debate about whether heidelbergensis, Neanderthals, and other species are really distinct species at all, or in fact just subspecies of a single species. This can very quickly get terrifically complicated.

400,000 year old teeth could rewrite the evolutionary history of our species

Although humans and almost all other members of the Homo genus originated in Africa, there were at least three periods of hominid migration, one by erectus over a million years ago, one by heidelbergensis/Neanderthals about 600,000 to 300,000 years ago, and one by modern humans about 60,000 years ago. Importantly, the current consensus is that all humans are descended from those who lived in Africa 60,000 years ago, and that any overlap between erectus or Neanderthals was trivial. So now, with all that in mind...

How do these teeth in the cave fit into all this?

That's a very good question. Cambridge University expert Sir Paul Mellars says he accepts this discovery as reputable, saying the teeth really are 400,000 years old. However, he remains skeptical that the teeth are actually human. As he explains:

"Based on the evidence they've cited, it's a very tenuous and frankly rather remote possibility."

Mellars suspects these teeth are actually related to Neanderthals. Part of the problem is that teeth, while they are the most likely part of an animal to be preserved, aren't reliable indicators of what species they belonged to. If we could find testable skull fragments in the cave, Mellars suggests that would provide a much better opportunity to pin down which species these teeth really did come from. In his BBC interview, Gopher did mention the discovery of skull fragments, but so far they have been too small to be of any real use.

If these teeth really did belong to 400,000 year old modern humans, particularly humans who lived well outside Africa, then that is going to mean some serious reconsideration of our current theories. After all, these date back to 100,000 years before even Neanderthals showed up on the scene, let alone our modern ancestors.

Such a confirmed finding could mean any number of things. It might lend some unexpected credence to the multiregional origin theory, although we will need a lot more than a few teeth to lend that theory much weight. It might mean modern humans actually did evolve far earlier than we had previously suspected, and some of the earliest members had taken at least some tentative steps out of Africa into nearby regions. Or - and this is the most likely possibility - precursor species like heidelbergensis were a little more human-like than we had thought.

Whatever is gong on here, it's an important finding, and it will help to further flesh out the most important story in our species's history: how we got here. And, if our little tour of our evolutionary past has shown you anything, hopefully it's that there's still far, far more that we don't know about human evolution than what we do know. The basics of the theory are firmly in place, but there's plenty of crucial details left to uncover.

 

in io9

publicado por sá morais às 16:04

Feliz Natal a todos!

24.12.10

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publicado por sá morais às 12:06

Myth: Lovecraft’s inspiration for his creations came from the mythology of ancient Sumer

10.12.10

"This common misconception stems from the hoax edition of the Necronomicon edited by “Simon.” The bulk of this book is supposedly based on Sumerian and Babylonian mythology and claims that Lovecraft drew on similar sources when he created his pseudo-mythology. It makes comparisons between Lovecraft’s creatures and figures in Sumerian mythology:

Lovecraft Sumer
Cthulhu Ctha-lu, Kutulu
Azathoth Azag-thoth
Shub-Niggurath Shub Ishniggarab

These comparisons are especially tenuous, since none of these things exist in Sumerian or Babylonian mythology! Referring to any good text on either mythology demonstrates this. In addition, suggesting that Lovecraft had to lift these names from an existing mythology both goes against his habit of creating entirely non-human names for his creatures and diminishes the quality of his imagination."

 

in http://www.hplovecraft.com/

 

13 Deuses Maiores

An
Ishkur (Adad)
Inanna Ishtar
Enki
Antu
Enlil
Sinki (Damkina)
Nanna (ou Innin, Innini)
Ninhursag
Ningal
Ninlil
Shamash (UtuBabbar)
Zuri

Deuses e Deusas Menores

Anshar
Ereshkigal
Husbishag
Isinu
Ninki
Nammu
Kingu
Kiskil-lilla
Namtar
Nebo (Nabu)
Nergal
Nidaba
Ninisinna
Ninkas
Nusku
Tiamat
Utukku

Semi-Deuses e Semi-Deusas

Dumuzi
Gilgamesh
Geshtinasnna
Gugalanna
Humbaba
Enkidu (herói)

publicado por sá morais às 12:53

Suméria

06.12.10

A Suméria é a civilização mais antiga que se tem registo, estima-se que eles viveram à mais de 3.500 anos AC. Muitos chegam a estimar que eles datam muito mais de 6 mil anos. Os sumérios foram os pais da escrita, chamada escrita cuneiforme e posteriormente também foi creditado a eles os títulos de pai da astronomia. criadores da roda, das carruagens e muito mais. Muitos confundem os Sumérios e os Acádios, mas na verdade o primeiro é muito mais antigo. Só depois é que eles foram invadidos pelos semitas, se tornando Acádios.

 

 

Habitavam o sul da Mesopotâmia, entre o rio Tigre e Eufrates, lugar extremamente fértil que a Bíblia referencia como Terra Prometida e Hebrom. Possivelmente o berço da humanidade e é onde se encontrou as maiores e mais antigas descobertas da humanidade. Fósseis, artes e registos escritos datados de até 13 mil anos atrás.

 

 

Os sumérios foram uma civilização a frente da época que viviam. Eles chegaram a registar informações que nossa civilização só foi (re)descobrir na idade moderna. São maquetes de abrigos antiaéreos, livros sobre química, estudos aprofundados sobre o universo e seus corpos celestes, e cálculos matemáticos extremamente avançados para a época. A civilização grega (duas civilizações após a Suméria) no auge do seus conhecimentos, chegavam a calcular até o número 10.000. Após isso eles consideravam como infinito. Os sumérios faziam cálculos das distâncias entre os planetas de nosso Sistema Solar, inclusive quantos planetas existem, que o Sol é uma estrela e a órbita de cada um. Na colina de Kuyundjick, antiga Nínive (terra dos sumérios), foi encontrado um cálculo, cujo resultado final, em nossa numeração, corresponde a 195.955.200.000.000. Um número de quinze casas! Os gregos, no auge do saber, não passaram do número 10.000, o resto seria o "infinito".

 

 

O curioso desse povo era a fonte de tais conhecimentos. Como uma civilização tão antiga já sabia que nossa Lua era feita de ferro? Chegavam até a chamar a Lua de “pote de ferro” - fato que só agora a NASA teve capacidade para confirmar. Como é que eles já sabiam que a Terra era redonda? Que ela não estava no centro do Universo e já sabiam da existência de Plutão (só fomos descobrir isso em 1930)? Na verdade eles afirmavam que Plutão era um satélite de Saturno que se desprendeu e tomou uma órbita própria. Mistérios que só (re)descobrimos muitos anos depois!

 

 

 

Alguns desses mistérios ainda nem temos tecnologia suficiente para confirmar. Um exemplo é a presença de um 10º planeta no Sistema Solar (eles contavam todos os corpos celestes, incluindo a lua e o sol, totalizando 12). Os Sumérios tinham convicção de que existe um planeta chamado Nibiru, que é dono de uma órbita totalmente diferente dos demais planetas do nosso Sistema Solar, e que faz um circuito tão grande, que dura 3.600 anos para completar a trajectória. Se eles acertaram quanto a existência desses planetas, do material que eles são feitos, da órbita de cada um, por que iriam errar quanto a existência de um planeta a mais? E se ele tem uma órbita tão grande assim, explica-se o fato de ainda não termos o encontrado.

 

Se você já acha isso estranho, prepare-se para o bizarro: Os sumérios não só sabiam da existência do tal planeta Nibiru, como desenhavam sua órbita, e eram categóricos ao dizer que neste planeta vivem os Anunnakis, seres altamente inteligentes e considerados deuses por este povo. Segundo eles, Nibiru “visita a Terra” a cada 3.600 anos, e quando isso acontece, ocorrem eventos cataclísmicos na Terra, e usaram como exemplo o dilúvio. Na verdade são deles o mais antigo registo do dilúvio!

 

“E depois veio o dilúvio e após o dilúvio a realeza tornou a descer mais uma vez do céu...” Escrito sumério cuneiforme.

 

É aí que eu digo que tudo se interliga. Os Maias tinham um calendário que se resumia em vários ciclos, e o seu maior era um ciclo de 3.600 anos. Os babilónios falavam de um planeta chamado de Marduck e os gnósticos acreditam num apocalipse causado por um planeta chamado Hercóbulos. Após toda essa polémica, os cientistas tratam-no como um planeta ainda não confirmado, e o chamam de Planeta X. 

 

 

Então todo esse conhecimento avançado dos sumérios é entendido por alguns estudiosos como uma interferência extraterrestre. Pois não é concebível que uma sociedade tão antiga saiba de tanta coisa, nem que tenha feito tanta coisa. Algumas peças de arte sumérias foram encontradas espalhadas por todo o mundo. Como isso seria possível? Os sumérios faziam pequenas estátuas de possíveis astronautas, naves espaciais e foguetes. Como isso é possível?

 

Alguns conhecimentos sumérios que influenciaram a muitas outras civilizações posteriores:

 

• Técnicas de medicina, arquitectura, engenharia e hidráulica, baseados em magníficos conhecimentos em matemática, química, física e astronomia. Seus conhecimentos astronómicos eram incrivelmente avançados: seus observatórios obtinham cálculos do ciclo lunar que diferiam em apenas 0,4 segundos dos cálculos actuais.

• Desenvolveram a agricultura com técnicas de irrigação e drenagem de solo, construção de canais, diques e reservatórios;

• Sistema de leis baseados nos costumes;

• Sistema de escrita cuneiforme, assim chamado porque escreviam em plaquetas de argila com um estilete em forma de cunha;

• Sistema de unidade política das Cidades-Estados ou Estados soberanos, como Ur, Nipur e Lagash;

• Sistema de hierarquias sacerdotais para organização religiosa;

• Fundaram as primeiras bibliotecas. Na cidade de Nipur, 150 km ao sul de Bagdad, foi encontrada uma biblioteca suméria completa, contendo cerca de 60.000 placas de barro com inscrições cuneiformes sobre a origem da humanidade.

• Criaram os fenomenais projectos arquitectónicos denominados zigurates. Verdadeiros complexos piramidais que englobavam vários módulos de edifícios, abrigando desde templos religiosos até plenários políticos, construídos ao redor de um bloco-célula central e interligados por rampas espirais desde a base até ao topo.

 

Aldrêycka Albuquerque

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publicado por sá morais às 11:20

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