Lançamento da Dagon!

28.01.10

    Teve assim lugar o lançamento da Dagon na Invicta e, em minha opinião, a concretização do sonho do Roberto Mendes e da Rita Comércio ( que finalmente conheci! ) não podia ter sido melhor. Um sonho movido pelo puro prazer e amor ao Fantástico, coisa rara nos dias que correm... Uma iniciativa rara e que poucos teriam a coragem de concretizar. Mas o entusiasmo do Roberto parece-me ser daquele capaz de mover montanhas. Bem Haja!

   Muito público a encher o Clube Literário do Porto e a participar activamente nos debates. Uma participação tão "apaixonada" que acabou por faltar tempo para abordar outros temas mas, haverão outras oportunidades! - e será em breve publicado neste blog um resumo dessas temáticas.

    Alguns rostos já conhecidos como Rogério Ribeiro ( que me parece ter sido uma figura chave na concretização deste evento ), Luis Filipe Silva e João Barreiros, nomes sobejamente conhecidos. Foi ainda a oportunidade de conhecer pessoalmente a Carla Ribeiro, algo que andava adiado. Havia por ali muita gente que participa no Correio da Fantástico ( desculpem mas sou péssimo a memorizar nomes ) com quem eu gostava de ter tido tempo para falar, mas não fica esquecida a ideia... Este foi, sem dúvida, não só um encontro de escritores e designers, mas também um encontro de "bases" e isso é sempre positivo. 

 

Roberto Mendes - o "pai" da Dagon

 

Parabéns a todos e obrigado!

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publicado por sá morais às 11:24

Estão aí em DVD! As Misteriosas Cidades de Ouro

25.01.10

"As Misteriosas Cidades de Ouro" é uma co-produção entre a França e o Japão pelas empresas DIC, NHK Enterprises, a CLT e a MK. A série é vagamente baseada no livro O "O 5º Rei" de Scott O'Dell. Foi escrita por Jean Chalopin e Bernard Deyriès; realizada por Bernard Deyris, Edouard David e Hisayuki Toriumi; e a música por Shuki Levy e Haim Saban. A série tem 39 episódios produzidos em 82/83.
A série "As Misteriosas Cidades do Ouro" é um misto de História, com Ficção Científica e o Fantástico. No final de cada episódio é apresentado um pequeno documentário sobre as culturas sul americanas.
Encontram-se em produção uma continuação da série e ainda uma longa metragem.

 

Por: Desenhosanimados

 

Sem, dúvidas uma das séries marcantes de uma geração. Combinando o aspecto lúdico e educativo, esta série é recomendada a todas as idades.

 

 

 

publicado por sá morais às 12:01

O Fantástico e a Realidade - Afinal Percy Fawcett podia estar certo...

25.01.10
 
Estudo revela traços de uma antiga civilização amazónica e contraria premissa de que solo seja pobre demais para abrigar agricultura extensiva.

Matéria publicada pelo jornal britânico The Guardian revela que a lenda que levou legiões de exploradores e aventureiros à morte – a de um antigo império de pequenas cidades e tesouros escondidos na floresta amazónica - pode ser verdadeira.
 

A história é mais do que conhecida. Conquistadores espanhois se aventuraram na floresta tropical à procura de fortuna, seguidos ao longo dos séculos por outros convencidos de que encontrariam uma civilização perdida que rivalizasse com os Astecas e Incas.

 
 

Alguns exploradores chamavam o local de Eldorado, outros de Cidade de Z. Mas a floresta os tragou e nada foi encontrado, levando o resto do mundo a pensar que se tratava de um mito.
 

A Amazónia era inóspita demais, diziam os académicos do século 20, para permitir grandes aglomerados humanos.

 
 

Agora, contudo, os condenados sonhadores foram recompensados: houve, sim, uma grande civilização na Amazônia.
 

Novas imagens de satélite e vôos realizados na fronteira entre o Brasil e a Bolívia revelaram mais de 200 aterros geométricos cravados nas proximidades da cabeceira do Amazonas.

 
 

Estendendo-se ao longo de 250 km, os círculos, quadrados e outras formas geométricas parecem uma rede de avenidas, fossos e cercos construídos muito antes de Cristóvão Colombo colocar o pé no Novo Mundo. Algumas datam de 200 d.C., outras, de 1.200.

 
 

Os cientistas que mapearam os aterros acreditam que deve haver ainda cerca de 2 mil estruturas dentro da floresta, vestígios de antigas sociedades.

 
 

As estruturas, muitas das quais foram reveladas pela retirada da floresta para prática da agricultura, apontam para uma “sofisticada sociedade pré-colombiana”, diz o jornal Antiquity, que publicou a pesquisa.

 
 

O artigo acrescenta: “Essas ainda desconhecidas populações construíram aterros de incrível precisão geométrica ligados por estradas em ângulo recto.
 

Essa paisagem se estende por uma região de mais de 250 km e encontra-se tanto nos ecossistemas de várzea quanto nos de terra firme... nós provavelmente não vimos nem um décimo ainda”.

 
 

As estruturas foram criadas por uma trama de valas de 11 metros de largura e alguns pés de profundidade, revestidos de aterros de altura superior a 1 metro.
 

Alguns estavam anelados por montículos contendo cerâmica, carvão e ferramentas de pedra. Pensa-se que as imensas estruturas e os objetos encontrados pertenceram a uma civilização formada por até 60 mil pessoas – mais gente do que havia muitas cidades medievais européias.

 
 

As descobertas demoliram a ideia de que os solos no alto Amazonas seriam pobres demais para manter um sistema de agricultura extensiva, segundo Denise Schaan, antropóloga da Universidade Federal do Pará e co-autora do estudo.
 

“Achamos que isso não procede. E que há muito mais a descobrir nesses lugares, é uma coisa sem fim. Toda semana a gente encontra novas escavações”, disse ela à revista Nacional Geographic.

 
 

Muitos dos montículos que abrigavam cerâmica e outros vestígios eram simétricos e inclinados para o Norte, corroborando com a hipótese de que tinham algum significado astronómico.

 
 

Os pesquisadores estavam surpresos porque as estruturas encontradas em terra firme e na várzea são de estilos similares, sugerindo que todas foram construídas pela mesma civilização.

 
 

“Na arqueologia amazónica você trabalha sempre com essa ideia de que vai encontrar pessoas diferentes em ecossistemas diferentes”, explica Denise.
 

“Então é surpreendente encontrar uma cultura que tenha tido condições de se beneficiar dos dois ecossistemas e de se expandir por uma região tão grande”.
 

As primeiras formas geométricas foram encontradas em 1999, mas só agora, com imagens de satélite que revelam grandes extensões, é que a escala dos vestígios está ficando clara.
 

Alguns antropólogos estão dizendo que a proeza, que envolve engenharia sofisticada, canais e estradas, iguala-se às pirâmides do Egito.

 
 

Os achados complementam outras descobertas, mais ao sul, na região do Xingu, de vilas interconectadas conhecidas como as “cidades-jardim”. Elas incluem casas, fossos e paliçadas que datam de 800 a 1600 dC.

 
 

“Essas revelações estão expandindo nossa percepção a respeito de como os Americanos realmente eram antes da chegada de Colombo”, disse David Grann, autor de “A Cidade Perdida de Z”, um livro sobre a tentativa de encontrar sinais de civilizações amazónicas, em 1920. “

As descobertas estão mudando suposições de longa data: sobre a Amazónia como um lugar Hobbesiano, onde apenas pequenas e primitivas tribos poderiam ter existido, e também sobre os limites que o meio ambiente impunha à instituição de antigas civilizações”, afirma.

 
 

Para Grann, os achados também estão vingando Percy Fawcett, o explorador que inspirou parcialmente o livro “O Mundo Perdido”, de Conan Doyle. Fawcett comandou uma expedição para encontrar a Cidade de Z, mas o grupo desapareceu, legando um mistério para a posteridade.

 
 

Muitos cientistas pintaram a floresta como um local cruel demais para a manutenção de qualquer tipo de sociedade, com excepção de pequenas tribos nomadas.
 

Agora parece que os conquistadores que falavam das “cidades que reluziam” estavam a dizer a verdade.
 

Eles, contudo, provavelmente, também introduziram doenças que riscaram do mapa os nativos, deixando a floresta esconder os traços de sua existência.


 

Fonte: Estadão ( via Carlos Castro )


 Parece mais uma derrota dos académicos dogmáticos e uma vitória dos sonhadores aventureiros... Ainda bem! Os segundos fazem muito mais falta ao avanço da sociedade do que os primeiros. Viva Percy Fawcett e todos os sonhadores! O seu legado é eterno!

 

publicado por sá morais às 11:55

UFO poderá estar de volta!

24.01.10

Lembra-se dessa série? Criada por Gerry e Sylvia Anderson "UFO" estreou na Inglaterra em 1970 e foi produzida ao longo de três anos. Situada em 1980, apresentava o futuro da Terra no qual uma organização secreta defendia o planeta da invasão alienígena.

Localizada debaixo de um estúdio de cinema, a SHADO - Supreme Headquarters Alien Defense, uma organização militar lutava contra alienígenas que sequestravam os humanos e lhes roubavam os órgãos.

Esta foi a primeira série de TV com atores criada pelos Andersons após o sucesso com produções conhecidas como supermarionation, estreladas por fantoches, como "Thunderbirds" e "Stingray". Explorando temas adultos como abuso de drogas e adultério, os produtores esperavam conquistar um público diferente e se estabelecer nesta área.


A série teve um total de 26 episódios e o sucesso que fez no seu país de origem aliado ao bom desempenho em syndication nos EUA promoveu o início da produção de uma segunda temporada. A trama seria situada numa base lunar, já visto na série "UFO" mas, neste meio tempo, os índices de audiência começaram a cair nos EUA e a ITV preferiu não se arriscar na produção de mais episódios. Assim, a série foi cancelada.

Para não perder o que já tinha sido feito, Anderson propôs à ITV a produção de uma outra série com base na trama já desenvolvida para a segunda temporada de "UFO". O canal aceitou e "Espaço: 1999" foi criada. Porém, ao longo da produção, o roteiro foi reformulado e uma nova proposta surgiu.


"UFO" é lembrada por muitos fãs de ficção e de séries clássicas. Em 1996 um produtor australiano tentou produzir uma nova série de "UFO", que teria início do ponto onde a primeira parou. Mas o projeto, apesar do interesse de Anderson, não foi adiante. Agora, "UFO" ganha a oportunidade de ressurgir nos cinemas. O jornal Variety informa que Robert Evans associou-se ao ITV Global, à Avi Haas e Henri M. Kessler para lançar a versão cinematográfica da série, agora situada no ano de 2020. O roteiro deverá ser escrito por Ryan Gaudet e Joseph Kanarek.

Nenhuma informação ainda sobre a presença de Anderson, hoje com 80 anos, na produção.
 

in Revista TV Séries

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publicado por sá morais às 10:51

Dagon- dia 23 de Janeiro no Clube Literário do Porto

13.01.10

 

 

“Mais que uma apresentação, uma reunião em volta das artes no fantástico”

Quando imaginei como poderia ser o momento da apresentação da revista, logo me surgiram algumas ideias. Não queria apenas pegar num exemplar e apregoar o quanto ele tinha qualidade, o quanto era bonito, enfim…tentar vender o produto. Não, isso não queria mesmo! O que realmente sonhava era com um momento de união entre os leitores do género, os autores da revista e os demais que marcassem presença. Mostrar que no fantástico existem artes e artistas excepcionais, que também vão muito além da escrita. Não ambicionava o silêncio, pois silencioso demais tem estado o fantástico português. Surgiu assim a ambição de apresentar os trabalhos de quatro autores portugueses nas áreas da ilustração, nas galerias do Clube Literário do Porto, local de excelência para estas ocasiões. Surgiu também a “necessidade” de discutir alguns temas em mesas redondas, deixando a conversa fluir entre oradores e todos os presentes. Originalidade? Não! Influências óbvias do trabalho desenvolvido antes, principalmente pelo Rogério Ribeiro. Se conseguir trazer tanta união à volta deste género como o Rogério trouxe, nem que seja por apenas por umas horas, o objectivo máximo estará conseguido. E por último a música, com a eventual presença de um pianista profissional (ainda por confirmar).

A revista consiste num desafio, mais do que numa afirmação. Um desafio à leitura, à descoberta de novos autores, novos contos, novos artigos, novas imagens e à redescoberta do melhor que se tem feito em Portugal no género… Novamente, se esta revista se conseguir aproximar dos trabalhos feitos por outros editores (tal como me foi recentemente relembrado, com toda a justiça, no fórum bbde) como o Rogério (Bang), o Ricardo (Nova) e o Tiago Gama (Phantastes) então será para mim um sucesso. Não arrogo para qualquer tipo de louro, não quero fama, não anseio por reconhecimento. Outros fizeram antes de mim um trabalho colossal. Agora dou o meu singelo contributo, para o qual sem a ajuda de todos os envolvidos não seria possível de realizar.

Quanto à substância da revista, posso afirmar que conta com autores de enorme qualidade, que fizeram um excelente trabalho. Os leitores poderão ler quatro contos, quatro artigos, uma entrevista, um pequeno texto em prosa poética e ainda conhecer o trabalho do ilustrador Miguel Ministro, ao qual pertence a imagem de capa, inspirada no conto “Dormindo com o Inimigo” de Luís Filipe Silva. Poderão ler o que pretende ser uma homenagem a João Barreiros, deliciar-se com autores portugueses, como Carla Ribeiro, Luis Canau e Nuno Fonseca e estrangeiros como Larry Nolen e Nir Yaniv. Poderão por último gostar ou não gostar e deverão criticar!

A edição assenta em três bases: dar a conhecer os melhores trabalhos dos autores portugueses (conhecidos ou desconhecidos), dar a conhecer autores internacionais e relembrar trabalhos históricos. Também não é algo original; ainda recentemente me foram apontadas as seguintes publicações: “Bang” 0, 1 e 2: Lavie Tidhar, Frank Roger, Sarah Hoyt, entre outros; “Nova”: Csilla Kleinheincz, Santiago Eximeno; e ainda outros na “Phantastes”.
Mas ainda que não sendo original, é uma aposta forte, que poderá trazer frutos:)

Não poderia ter ambicionado um local melhor que o Clube Literário do Porto, que conta com excelentes instalações e com uma filosofia que em tudo se assemelha ao implementado na revista.

Será uma revista de publicação trimestral, com o total de quatro números por ano. Estará disponível em algumas livrarias nas cidades de Lisboa e Porto e poderá também ser adquirida através de uma assinatura anual.

É sobretudo uma aposta na qualidade. Com um trabalho impecável da editora Edita-me, que  começa desta forma a sua aposta no mercado de literatura fantástica e que em tudo se afastou de um trabalho de “vanity press”.

 

Roberto Bilro Mendes

 

Fica o programa, que pode ainda ser sujeito a algumas mudanças por motivos de força maior:

Clube Literário do Porto:

 

16:30: Inauguração da exposição de arte fantástica nas galerias.

 

17:00: Cave: Mesa redonda com o tema “Ficção Científica Internacional, ilusão ou realidade?”. Oradores: Luís Filipe Silva e orador a confirmar;

 

17:45: Cave: Mesa redonda com o tema “Literatura Fantástica Portuguesa, que futuro?”. Oradores: Rogério Ribeiro e Pedro Ventura.

18:30: Galeria: Apresentação da revista “Dagon” com música ao vivo (a confirmar).

 

 

 

publicado por sá morais às 18:41

2010 - O Regresso

02.01.10

 

Está programado para 2010 o regresso do Pedro Ventura com mais um livro dentro do género épico de Goor. Se tudo correr bem, "O Regresso dos Deuses*" verá a luz do dia em breve sob a chancela de uma editora de grande dimensão.

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