Luis Represas - No Escuro

12.10.08

 

Vi-te de longe no escuro,
Onde já não te esperava encontrar.
Não era a noite, nem era o sono.
Nem falta de alma para te procurar.

Fui-me chegando mais perto.
Devagarinho para não pisar,
O coração... talvez o meu...
Bata tão forte para te avisar.

Há tantas vidas sigo o cheiro,
Que me deixaste preso às mãos,
E me sufoca ao meio da noite
Numa boa maldição,

Há quantas vidas que eu desejo
Ter mais coragem que paixão,
E confessar tudo o que o tempo
Me guardou no coração.

Não era falta de fé ou...
Confiança para me revelar,
Era só medo que as tuas águas,
Fossem tão fundas que perdesse o pé.

Já me perdi no passado,
Por insistir em querer adivinhar.
O que pensavas, que não abrias,
Nenhuma porta para eu entrar.

Talvez mate o destino de uma vez,
se um beijo escorregar mesmo à traição

Quem sabe, se no escuro a luz se acende
e então...
darás por todos os recados que mandei.

 

 

publicado por sá morais às 22:27

História do livro Impresso em Portugal

12.10.08

 

   Em 1487, em Faro, foi editado em caracteres hebraicos o Pentateuco por Samuel Gacon. Existiam outras tipografias hebraicas em Leiria e Lisboa até 1496, data em que os judeus foram expulsos do país.

   Em 1494, na cidade de Braga, o impressor alemão João Gherline, imprimiu o Breviarium Bracarense, que ficou conhecido como o mais antigo inconábulo em latim impresso em Portugal.

   Em 1495, em Lisboa, os impressores alemães Niculau de Saxónia e Valentim Fernandes de Morávia publicaram a tradução de Vita Christi de Ludolfo de Saxónia.

   Em 1497, no Porto, o primeiro impressor português, Rodrigo Álvares, imprimiu na nossa língua as Constituições do Bispado do Porto e os Evangelhos e Epístolas.

    A tipografia teve na primeira metade do séc. XVI o seu período áureo, para decair até ao séc. XVIII, integrando uma tendência europeia. No séc. XVIII, graças ao impulso de D. João V, o livro português teve o seu período de maior esplendor como provam as magníficas edições da Real Academia de História.

    A partir de 1830, volta um período de decadência, apesar do Romantismo trazer novos aspectos estéticos.

    Em meados do séc. XX, com as novas técnicas e graças ao exemplar de luxo, de tiragem especial e limitada, o livro renova-se em Portugal e passa mesmo a ser tido como objecto valioso em si mesmo.

    Hoje em dia, o livro impresso enfrenta novos desafios, relacionados com as novas tecnologias, que julgo conseguirá novamente ultrapassar, talvez reduzindo-se quantitativamente, mas aumento ainda mais o seu valor como objecto artístico e cultural. O livro impresso é um sobrevivente e julgo que existirá, enquanto o Homem existir.

 

 

Pedro Ventura

( com adaptações de textos de Jorge Peixoto, de 1961 )

 

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