Critica a Goor 2 no Gato do Telhado

24.06.08

 

 

 

 

 

 

 

"Adorei ter lido esta obra, porque além da parte das aventuras, tem uma parte muito intensa de amor de amizade entre as personagens, valores que hoje em dia parecem ser raros, as pessoas vivem tudo muito rápido, e com o epicentro nelas próprias, os outros não interessam, por isso enalteço essa parte do livro. Depois a forma como o Pedro descreve as paisagens e os acontecimentos vividos nas varias expedições (Goor, Caliciada e a caça a Munthul), as cidades dos sete reinos (com relevo para a fabulosa Fir-Hur-Abat onde se encontrava a crianças Aurabranas, que era a ultima esperança dessa fabulosa raça.), Também o autor fez grandes revelações sobre Gar-Dena, Cáledra e Galana. Todas elas com um perfil forte e evolutivo em toda a trama, (...) Claro que não vos vou contar as revelações se não tirava o interesse todo à história. À pouco falei-vos de amizade e amor, vou vos confessar uma coisa, certas cenas são de tal maneira intensas que parecemos estarmos a viver aquela história de alguma forma, dando por mim a chorar pelos acontecimentos descritos.

(...) Em suma, uma leitura fácil, entusiasmante, com valores muito preciosos. Uma Obra daquelas que vale a pena ler.

 

Francisco Fiuza

Jacob’s Ladder - BZ, Viagem Alucinante (1990)

20.06.08

Escrito por Bruce Joel Rubin e realizado por Adrian Lyne, Jacob’s Ladder é uma referência no género de cinema do fantástico e do thriller/mistério psicológico.
 


 

Sinopse:
Tim Robbins é Jacob Singer, um veterano da guerra do Vietname, que passa por momentos traumatizantes na sua vida pós-guerra. Jacob vê-se perseguido por criaturas estranhas e começa a ter pesadelos do tempo de guerra. Rapidamente está em fuga, sem saber em quem confiar, ou distinguir a realidade da imaginação. Por detrás disto parece estar uma conspiração do governo e experiências químicas em tempo de guerra.
 
O argumento, carregado de detalhes bizarros, aumenta a curiosidade no espectador, que acaba por se perder com Jacob, sem saber em quem confiar, o que é real e qual será o desenlace. Um filme que cria eficazmente uma sensação de paranóia, medo e desorientação, com uma componente visual que marca presença.
 
A certa altura, um amigo de Jacob citaEckhart, resumindo eficazmente, sem estragar surpresas, o percurso do filme:
 
If you're frightened of dying and...
and you're holding on,
you'll see devils tearing your life away.
But if you've made your peace,
then the devils are really angels,
freeing you from the earth.

 
O título do filme faz uma alusão à história da escada de Jacob, que figura na bíblia, uma escada que dava acesso ao céu. O título português é um daqueles casos em que nos questionamos sobre a habilidade dos responsáveis portugueses pela tradução dos títulos de filmes estrangeiros. Se por vezes fazem uma tradução à letra, noutras o título é completamente despropositado. ‘BZ, Viagem Alucinante’ faz alusão à droga BZ supostamente usada pelo exército em experiências no Vietname. Acaba por um ser título justo, mas contentava-me com ‘A Escada de Jacob’, já que é esta a metáfora que possivelmente decifra o filme.

 Sendo um pouco impreciso, o filme acaba por não agradar a todos. Contudo, mais recentemente, filmes como The Sixth Sense (1999), Donnie Darko (2001), The Jacket (2005), The Machinist (2004) ou até mesmo a famigerada série X-Files, acabam por ser de alguma forma descendentes deste filme de Lyne. De realçar a fantástica performance de Tim Robbins, como o desorientado, paranóico e alucinado Jacob.
 
 
Durante a pesquisa que fiz na net fiquei algo desapontado, pois muitas sinopses revelam algo que não tem nada a ver com o filme, havendo mesmo quem diga que Jacob é... louco. Esta foi a melhor que encontrei.
Sempre gostei deste filme, que considero ser de culto. Ontem revi-o e voltei a recordar porque gosto dele: uma história que se revela e que de certa maneira se adivinha, mas que não perde interesse - ficamos colados ao ecrã, mesmo que já saibamos como acaba; excelentes representações - Tim Robbins; uma temática apelativa ( que nos leva a alguma introspecção - bastante, no meu caso) e um Fantástico alucinante, densa carga psicológica e com algumas remeniscências "Twilightianas", que tanto aprecio.
E aprecio tanto que gostaria muito de escrever algo do género...
 
Pedro Ventura

 

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