Altered Carbon de Richard K. Morgan. Tido por alguns como uma obra de culto no universo Ciberpunk ( ou talvez apenas por isso ). O enredo é interessante, tal como a ideia que lhe serve de tálamo. Porém, à luz de uma comparação com William Gibson, passa a ser a visão sobre esta obra a ficar “alterada”. Mas até nem precisamos de tanto (desculpa Léo Spitzer) para perceber como o livro é aborrecido – tanta “palha” poderia ter sido cortada por um editor avisado! O estilo é forçado, muito! Insistir em “marcas de estilo” só para agradar aos apreciadores do género geralmente dá nisto – um absurdo forçado, artificial e ridículo. Só um Anatole France vestido de “leather” aprovaria. As descrições das personagens são paupérrimas e as cenas de sexo parecem descritas por um rapazola de 13 anos. No fim, não é Spillane nem Gibson… Mas há quem goste…

publicado por Andreia Torres às 00:58