Pesquisadores que participaram num simpósio organizado durante a reunião anual da Sociedade Americana para o Avanço da Ciência (AAAS), em Vancouver, no Canadá, mostraram evidências de que cetáceos, como golfinhos e baleias, têm consciência de si mesmos, característica que até pouco tempo era considerada exclusivamente humana.

Ou seja, esses animais possuem um comportamento complexo e sentem dor (não apenas física, mas também emocional).

Nos últimos anos, diversos trabalhos de pesquisa científica demonstraram que os golfinhos têm muitas características que os assemelham aos seres humanos, tais como o uso de nomes próprios e um cérebro complexo que permite resolver problemas, além da já citada autoconsciência.

Por conta disso, os cetáceos poderiam entrar em normas éticas para a proibição de sua caça, cativeiro ou posse. Assim, desde 2010, fala-se em uma “Declaração Universal dos Direitos dos Cetáceos”.

Para dar mais ênfase às afirmações dos cientistas, o espanhol ABC, citou o livro "Em defesa dos golfinhos, a nova fronteira moral", do filósofo Thomas White.

Na obra, ele escreve que “a evidência científica agora é forte o suficiente para apoiar a alegação de que os golfinhos são como os seres humanos, autoconhecedores, seres inteligentes, com emoções e personalidades.

Assim, os golfinhos devem ser considerados como pessoas não humanas, sendo valorizados como indivíduos. Do ponto de vista ético, as lesões, mortes e cativeiro são algo errado”.



Fonte: History Channel