Bem, em primeiro lugar não estamos a falar do The High Crusade ou Operation Chaos, trata-se de Avatar - desenganem-se os que já se puseram a pensar no filme pois estamos a falar de Poul Anderson. Aqui falamos de um tipo com cascos! As maiores críticas que tenho em relação a este livro prendem-se com a artificialidade dos diálogos (demasiado monocórdicos e formais), uma prosa (a poesia chega meter dó!) por vezes enfadonha, um erotismo que não sai de concepções de romantismo juvenil, ideais demasiado ingénuos para serem levados a sério (fora dos anos 60 e sem alguma mary jane) e personagens estereotipadas – Broderson é o perfeito rebelde, apenas traído por um coração “demasiado grande” (um alter-ego de Poul?) e Caitlin é tão perfeitinha (um ideal chauvinista?) que apetece espancá-la logo nas primeiras páginas. A contrabalançar estes aspectos negativos temos um fabuloso universo, complexo e apelativo, usando conceitos inovadores (na época) que seriam aproveitados até aos dias de hoje. O resultado final desta “pesagem” ainda hoje me deixa na dúvida. É certo que não é o melhor livro de PA, ficando-se nessa incerta mediania, mas sempre é melhor do que muita “coisa” que por aí anda. Fica como referência comparativa para futuras classificações.

 

 

 

 

  NOTA: 10 ( 0 – 20 )

 

Por: Andreia Torres